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Quem é A.R.M., preso em Anápolis após dar carro para adolescente dirigir?

Mandado foi cumprido, mas Polícia Civil, DGAP e Fórum do município mantém identidade dele em sigilo

Um estranho mandado de prisão foi cumprido na segunda-feira (20) pelo Grupo de Capturas e Apoio Operacional (CAOP) da Polícia Civil de Anápolis.

A ordem judicial partiu da 4ª Vara Criminal do município, mas apenas as iniciais do nome do condenado, que tem 50 anos, foram informadas e a Polícia Civil não justificou o tratamento especial. A legislação brasileira faculta o sigilo da identidade somente para menores de 18 anos.

Durante a manhã e toda a tarde desta terça-feira (21), a reportagem do Portal 6 buscou saber junto à Polícia Civil e Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP) quem é A.R.M., porém, informalmente só foi possível descobrir que a condenação do homem ocorreu porque em 2013 ele deixou o filho adolescente dirigir um carro.

O Fórum de Anápolis também foi procurado para dar mais detalhes sobre o caso, mas manteve a mesma postura dos outros órgãos anteriormente citados.

Em tempo

No último dia 14 deste mês, o mesmo Grupo de Capturas e Apoio Operacional (CAOP) da Polícia Civil de Anápolis cumpriu um mandado de prisão, expedido pela Justiça de Mato Grosso, contra o pastor José Roberto Sousa da Silva, de 42 anos.

Além do nome e idade, a corporação também divulgou a foto do religioso, condenado a nove anos e sete meses de prisão, em regime fechado, pelo crime de estupro.

Na mesma data, José Roberto foi encontrado morto dentro do Centro de Inserção Social Monsenhor Luiz Ilc, a cadeia pública de Anápolis.

Em nota ao Portal 6, a DGAP informou que houve um desentendimento entre ele e os demais presos da unidade.

A morte do pastor, que conforme a decisão judicial violentou uma criança de apenas dez anos, em Vila Rica (MT), no ano de 2011, revoltou a família e amigos dele.

Evangélicos que eram liderados por José Roberto em uma congregação do Conjunto Filostro, bairro pobre da região Leste de Anápolis, alegam que ele era inocente e passaram a promover uma cruzada contra a imprensa e a Justiça nas redes sociais.

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