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Câmara aprova e o sonhado DAIA Municipal finalmente saíra do papel

(Foto: Divulgação)

Para o prefeito Roberto Naves, a cidade não aguenta mais esperar o DAIA 2, a Plataforma Logística e o Aeroporto de Cargas para receber novas indústrias

Com exceção da vereadora Geli Sanches (PT), que preferiu se abster, a Câmara Municipal aprovou o projeto de lei que autoriza a Prefeitura de Anápolis a adquirir área, via permuta, para instalação do polo industrial municipal. O matéria segue agora para sanção do prefeito Roberto Naves, autor da proposta.

O novo distrito industrial será instalado na região Norte de Anápolis, entre o Parque de Exposições Agropecuárias e a Ala 2 (antiga Base Aérea), impactando positivamente todo o entorno. A área, de 19 alqueires, começa a ser preparada já nos próximos meses, após a oficialização da permuta.

A escolha do local levou em conta a viabilidade do fornecimento de energia, abastecimento de água e a proximidade de viaduto ou trincheira. Mas o fator principal é a localização, na região Norte da cidade, de acordo com o prefeito Roberto Naves.

Ele explica que esta é uma das áreas mais populosas do município, chamada de grande Recanto do Sol, com mais de 50 mil moradores, que, em sua maioria, atravessam a cidade diariamente para trabalhar ou buscar oportunidades de emprego na porção sul, onde fica o Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA) – que não comporta mais empresas e enfrenta gargalos de infraestrutura, desacelerando a chegada de novos negócios à região.

Além do desenvolvimento socioeconômico para esta parte da cidade, que foi negligenciada por sucessivas gestões anteriores, a iniciativa promete transformar o trânsito na cidade. Segundo Roberto Naves, Anápolis está desbalanceada, muitas pessoas morando na parte norte e trabalhando na região Sul.

“Então, este distrito industrial vai gerar empregos para toda a cidade sim, mas principalmente para quem mora na grande Recanto do Sol e na Jaiara”, pontuou.

Segundo ele, Anápolis não pode deixar de receber novas indústrias por simplesmente não disponibilizar áreas. “A cidade não aguenta mais esperar o DAIA 2, a Plataforma Logística e o Aeroporto de Cargas. Então, precisamos buscar outros caminhos para continuar avançando no desenvolvimento. A criação de um distrito municipal é nosso grito de independência”, reforçou Roberto Naves.

No novo polo, o foco são as empresas de base tecnológica, que não geram resíduos ou qualquer tipo de efluente. Ainda não é possível estimar a quantidade de empregos que serão gerados, mas a área terá capacidade para abrigar mais de uma centena de empresas, que vão demandar mão de obra com alta qualificação.

A previsão é que logo em janeiro de 2020 cheguem as primeiras indústrias. Todas as regras de ocupação e operação serão definidas junto à própria Câmara Municipal e ao setor produtivo. O prefeito Roberto Naves já está desenhando uma política municipal de incentivos para as empresas que ocuparão o novo espaço.

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