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MP consegue manter presos os assassinos de técnico de RH de Anápolis e autos revelam segredo íntimo

Promotor também apontou à Justiça que a liberdade deles põe a sociedade em risco, uma vez que novos crimes poderiam ser cometidos

Rafaella Soares Rafaella Soares -
(Foto: Reprodução)

O Poder Judiciário atendeu o pedido da 16ª Promotoria de Justiça de Anápolis e converteu de temporária para preventiva a prisão dos dois homens envolvidos na morte do técnico de Recursos Humanos, Alexandre Santos Almeida, de 36 anos.

Uma audiência para que as testemunhas contem tudo o que sabem sobre o caso está marcada para ocorrer ainda no próximo dia 28 de julho, na 5ª Vara Criminal do município.

O objetivo do Ministério Público é garantir que os suspeitos sejam mantidos detidos por tempo indeterminado, uma vez que há indícios suficientes de autoria e risco de que eles cometam mais crimes caso ganhem liberdade.

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Junto do pedido de prisão, Eliseu Antônio da Silva Belo, o promotor responsável pelo caso, também apresentou uma denúncia contra a dupla pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver.

Os detalhes do crime

O Portal 6 teve acesso aos autos e conta com exclusividade detalhes ainda desconhecidos do caso. Um dos suspeitos já conhecia Alexandre há cerca de 03 anos e frequentava a casa dele para encontros sexuais.

No dia do crime, em 28 de março, o envolvido teria convidado a vítima para beber no local em que o cúmplice morava para roubar o carro. Lá, o técnico de RH foi atacado pelo ficante e tentou resistir.

Foi neste momento que o comparsa apareceu e aplicou uma ‘gravata’, soltando apenas quando o rapaz já estava desfalecido.

Em seguida, Alexandre levou chutes, teve mãos e pés amarrados e o corpo enrolado em um cobertor.

Já sem sinais vitais, ele foi jogado dentro de um porta malas e levado até um matagal de difícil acesso no Jardim Promissão. A ossada foi encontrada dias depois.

Somente após o corpo ter sido ocultado é que os dois suspeitos foram até a casa da vítima e furtaram vários objetos e eletrodomésticos.

Inicialmente, as investigações apontavam que a residência de Alexandre havia sido invadida e ele teria sido vítima de um sequestro.

Familiares chegaram a fazer uma campanha nas redes sociais para tentar encontrá-lo. A vítima não tinha rixa com criminosos nem passagens pela polícia.

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