“Se não fosse Deus e a ajuda das pessoas, eu não estaria aqui hoje”, afirma estudante que teve corpo queimado em explosão

Annelise abriu as portas de casa ao Portal 6 e revelou detalhes sobre o acidente e do tempo em que precisou ficar internada em Goiânia

Lucas Tavares -
Annelise Lopes de Andrade e a mãe, Di Carneiro. (Foto: Lucas Tavares)

A terça-feira (16) está sendo de muita alegria e gratidão para a estudante Annelise Lopes de Andrade, de 16 anos. É que a data marca a primeira semana que ela está em casa após receber alta hospitalar pela segunda vez.

E para falar sobre o retorno para o lar e tudo o que passaram nos últimos meses, Annelise e a mãe, Di Carneiro, abriram as portas de casa em que vivem para uma conversa com a reportagem do Portal 6.

A adolescente contou que, após todas as dificuldades enfrentadas desde acidente, este é o melhor momento que está passando.

“Eu estou bem melhor, comparado a antes é totalmente diferente. Antes eu tinha muito mais machucados, doía muito e eu também estava muito para baixo. Era todo um conjunto e hoje nem se compara”, disse Annelise.

Annelise Lopes Andrade, no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol), em Goiânia. (Foto: Arquivo Pessoal)

Ela conta ainda que o momento mais difícil foi quando entendeu que o acidente que sofreu tinha sido muito mais grave do que parecia.

“Eu achava que ia ficar só uns três dias no hospital e ia embora para casa, porque eu não sabia da gravidade. Achava que estava tranquila, que conseguia andar, falar, mas não”, relembrou.

“Quando eu me toquei, aí começou o pânico. A aceitação foi o mais difícil. Eu não acreditava que estava toda queimada daquele jeito, naquele estado. Foi muito difícil”, acrescentou.

Apesar da alta hospitalar, os cuidados ainda são muito delicados, o que requer atenção da família para os medicamentos e alimentação, por exemplo.

O acidente

Annelise relata que estava com colegas de turma para realizar uma série de experimentos no laboratório, durante uma aula prática de química e física.

Um deles era chamado de “fogo invisível”, que utilizava álcool, água e fósforo. Foi o que causou as queimaduras no corpo da adolescente.

“Tinha funcionado, mas ninguém tinha percebido. Depois ligou o isqueiro e não deu certo, ai colocaram mais [álcool]. Eu falei ‘não, não coloca mais’, aí na hora que acendeu já explodiu tudo e veio o fogo todo em mim”, contou a adolescente.

No mesmo instante, ela afirma que correu para lavar o rosto em uma torneira e, com a ajuda de um colega, que primeiro a socorreu com um extintor de incêndio, foi também levada até um chuveiro.

“Depois o Corpo de Bombeiros chegou e eu fui para o hospital. Eu achei que havia queimado só um pouquinho. Não tinha percebido a gravidade”.

Alívio e gratidão

“Eu queria dizer que sou muito grata às pessoas que me ajudaram, não só financeiramente, mas todas que me ajudaram emocionalmente, em orações”, disse a estudante.

Annelise Lopes de Andrade e a mãe, Di Carneiro. (Foto: Lucas Tavares)

“Acho que se não fosse Deus e a ajuda dessas pessoas, em questão moral e emocional, eu não estaria aqui hoje. Acho que nem alegre e sorrindo eu estaria hoje”, concluiu.

Mãe de Annelise, Di Carneiro afirma que encontrou em Deus a força que precisava para continuar.

“Hoje eu posso dizer que o pesadelo acabou. Tivemos um momento no fundo do poço, sem corda e sem escada, mas a misericórdia de Deus foi tremenda, nos alcançou e nos tirou de lá”, disse a mãe.

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