Popular fumacê some das ruas de Anápolis e Saúde explica os motivos

Bomba veicular é destinada para toda regional e esteve na cidade por apenas duas semanas, apesar da alta de casos de dengue

Lucas Tavares -
Fumacê tem pouca eficácia e não é tão comum em Anápolis nos tempos recentes. (Foto: Prefeitura de Campo Grande)

Os casos suspeitos de dengue mais que dobraram em Anápolis, após a última atualização da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).

Junto a isso, um dos aliados no combate ao Aedes aegypti, a bomba veicular, popularmente chamada de “fumacê” sumiu das ruas da cidade.

A nuvem de fumaça elimina grande parte dos mosquitos adultos da área aplicada, com uma quantidade mínima de agrotóxico, para não afetar os humanos.

Mas, de acordo com a Semusa, apenas veículo foi destinado pelo Estado para toda a Regional Pirineus, que inclui cidades como Abadiânia, Alexânia, Campo Limpo, Cocalzinho, Corumbá, Gameleira, Goianápolis, Pirenópolis, Terezópolis e Anápolis.

“Ficou duas semanas em Anápolis e seguiu para Goianápolis. O retorno está previsto, mas a data ainda não foi divulgada”, disse pasta ao Portal 6.

A reportagem entrou em contato com a Coordenação Geral da Região de Saúde Pirineus, que afirmou que a agenda do serviço vai de acordo com a necessidade do município e que o repasse é feito após solicitação.

Segundo a Semusa, os locais onde o fumacê passa são definidos por critérios técnicos da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) como, por exemplo, bairros com maior incidência de notificações.

Marcelo Daher, médico infectologista em Anápolis explica que essa medida é importante mas não é única.

“O fumacê serve para as formas aladas. As larvas e ovos são combatidos com outro produto e não deixando água parada”, afirmou.

Sobre a fumaça afetar diretamente as pessoas em volta, o especialista foi categórico. “Normalmente é coisa leve. Os casos mais graves devem procurar um hospital”, concluiu.

Especialistas também lembram que a técnica tem baixa eficácia contra o Aedes aegypti e ainda ataca outros insetos, como as abelhas. Por isso, no local onde o trânsito do fumacê é comum, pode haver risco de desequilíbrio ambiental.

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