‘Parece piada, mas é o Brasil’: às vésperas de abrir a 200ª Havan, Luciano Hang comenta crise das Casas Bahia

Enquanto uma gigante do varejo tenta reorganizar bilhões em dívidas, empresário chamou atenção para uma decisão tomada em meio aos cortes

Gabriel Dias Gabriel Dias -
‘Parece piada, mas é o Brasil’: às vésperas de abrir a 200ª Havan, Luciano Hang comenta crise das Casas Bahia
(Fotos: Reprodução/Agência Senado/WikiPedia)

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, se manifestou sobre a crise enfrentada pela Casas Bahia e criticou uma decisão da Justiça do Trabalho envolvendo funcionários desligados pela varejista.

O posicionamento ocorre justamente em um momento bem diferente para a empresa comandada por Hang. Enquanto a Casas Bahia atravessa uma profunda reestruturação, a Havan mantém um plano de expansão e pretende alcançar a marca de 200 megalojas ainda em 2026.

Nas redes sociais, Hang classificou como interferência do Estado a determinação que suspendeu cerca de 1,9 mil demissões feitas pela Casas Bahia.

“Parece piada, mas é o Brasil”, afirmou.

Segundo o empresário, empresas em dificuldades precisam ter espaço para reduzir custos e reorganizar as operações. Hang também argumentou que os juros elevados e o crédito mais caro aumentam a pressão sobre companhias endividadas.

“Nenhuma empresa demite por querer, mas sim por necessidade”, declarou.

Cenário de crise

A manifestação ocorreu após a Casas Bahia pedir recuperação judicial para tentar reorganizar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas.

A varejista também fechou 298 lojas e realizou uma série de desligamentos em meio ao processo de reestruturação.

A Justiça do Trabalho determinou o restabelecimento dos contratos de cerca de 1,9 mil funcionários demitidos entre os dias 13 e 17 de agosto. A decisão considerou a ausência de negociação coletiva prévia.

Além disso, a empresa ficou impedida de promover novas dispensas coletivas sem negociação com as entidades sindicais.

Expansão da marca

Do outro lado, a Havan completa 40 anos em 2026 e pretende chegar às 200 megalojas até o fim do ano.

Em 2025, a companhia registrou faturamento de R$ 18,5 bilhões, crescimento superior a 16% em relação ao ano anterior. O lucro líquido ficou próximo de R$ 3,5 bilhões.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Jornalismo Cultural.

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