Busca por emprego cai pela metade em Anápolis e empresas têm dificuldade para preencher vagas

Atendimentos diários chegava a 100, mas caíram a cerca de 40 por dia, apesar do elevado índice de desemprego

Isabella Valverde -
Unidade do Sine em Anápolis, localizada na Avenida Senador José Lourenço Dias. (Foto: Reprodução)

A despeito dos elevados índices de desemprego, a procura por vagas de trabalho no Sistema Nacional de Empregos (SINE) de Anápolis está cada vez menor. Algumas empresas, inclusive, sofrem para achar trabalhadores.

De acordo com o IBGE, há 10,6 milhões de brasileiros desocupados, mas a responsável pela captação do SINE, Mariza Bezerra relatou que o movimento de pessoas em busca de oportunidades caiu pela metade.

“A procura está cada vez mais baixa. Antes atendíamos 80 as vezes 100 por dia. Hoje, nos dias bons 30, 40 candidatos”, disse ao Portal 6.

A falta de interessados preocupa muitos empresários. O gerente de uma grande franquia de fast food instalada em Anápolis disse que a pandemia de Covid-19 levou a este cenário.

“Acredito que o momento difícil que passamos de pandemia, fez com que várias pessoas buscassem o informalidade. Outras tantas se seguraram em auxílio ou benefícios do governo e ainda outros descobriram a internet para angariar algum recurso… hoje o sonho de muitos da geração jovem é ser ‘tik toker'”, afirmou.

O gerente contou que outras empresas também lidam com escassez de profissionais, embora o desemprego siga com níveis elevados. Ele relata que nem mesmo oferecendo melhores condições de trabalho as vagas são preenchidas.

“Por mais que ofertemos benefícios indiretos e diferenciais não estamos com sobra de colaboradores… mas andando por Anápolis vemos que estão com dificuldade também de mão de obra os supermercados, os postos de gasolina, panificadoras e até técnicos, como soldadores e mecânicos”, pontuou.

Falta qualificação

Max Lânio de Almeida, gerente de Políticas De Trabalho, Emprego e Renda de Anápolis disse ao Portal 6 que o  principal impedimento que justifica o desemprego é a falta de qualificação dos profissionais.

“Primeiro problema é a falta de qualificação. Outro problema são os benefícios do governo ai os trabalhadores não procuram o Sine”, ponderou.

Entretanto, o gerente reforçou que nem sempre a dificuldade em ocupar as vagas disponíveis é de responsabilidade do trabalhador. De acordo com ele, o achatamento de salários e falta de benefícios também desestimulam eventuais candidatos.

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