Segurança da UPA de Anápolis explica o porquê de ter sacado arma para pacientes: “ameaçaram me matar”

Segundo o profissional, grupo estava alcoolizado no momento do atendimento e chegaram a afirmar que voltariam armados ao local

Davi Galvão Davi Galvão -
Episódio aconteceu na noite de domingo (19), na UPA Vila Esperança. (Foto: Edição/ Portal 6)

“Eles falaram que iam voltar armados, que conheciam o meu rosto e iam me matar”.

Esse foi o relato prestado pelo segurança da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Esperança, após uma confusão que ocorreu no local na noite deste domingo (19), na qual o funcionário teve de sacar a arma para os pacientes.

Conforme noticiado pelo Portal 6, a confusão teria se iniciado após um homem chegar a unidade de saúde, por volta das 20h, acompanhado de outros cinco colegas, com o dedo quebrado e se queixando de muitas dores.

Porém, à reportagem, o segurança apresentou uma versão bastante diferente da relatada pelo paciente. Ele explicou que, ao descer da moto para ingressar na UPA, o indivíduo já teria se jogado ao chão, visivelmente embriagado.

Apesar da unidade lotada, o rapaz, de 28 anos, teria insistido em ser atendido imediatamente, sem levar em consideração pacientes idosos ou com ferimentos mais sérios.

“Ele chegou já querendo ser levado direto para o consultório, começou a fazer um escândalo. Mas eu entendi na hora, ele estava com dor, visivelmente abalado, não interferi pois sabia que ele não estava no melhor dos cenários, então fiquei só observando”, relembrou o segurança.

“Eu até conversei com as enfermeiras, para ver se conseguiam ver o caso dele antes, porque já estava começando a assustar as outras pessoas, daí elas concordaram em passar ele na frente”, continuou a história.

Porém, conforme o profissional relatou, ao entrar no consultório e ter de responder o questionário médico, o jovem começou a se irritar com as perguntas e a ofender a enfermeira que realizava o atendimento, momento no qual o segurança interviu. O funcionário pediu para que o indivíduo baixasse o tom e fosse mais cordial.

Foi nesse momento que, segundo ele, os demais companheiros do rapaz o cercaram e começaram a proferir ameaças, inclusive intimidando-o fisicamente.

“Foi só quando eu me senti acuado, na frente de outros seis homens, que eu instintivamente saquei a arma, para justamente resguardar a mim e meus colegas”, explicou.

Com toda a confusão, diversos pacientes que aguardavam atendimento acabaram fugindo do local, até que o grupo de homens fosse retirado da unidade.

“Já do lado de fora, eles começaram a me xingar, falaram que iam quebrar a vidraça para entrar, iam voltar armados e me matar, a gente teve que trancar o portão e paralisar totalmente o atendimento por quase meia hora”, revelou o profissional.

O episódio só foi ter fim com a chegada da Polícia Militar (PM), por volta da 00h, que orientou as partes a procurarem a delegacia para tomarem as medidas cabíveis.

O jovem com o dedo quebrado buscou atendimento no Ânima Centro Hospitalar e passa bem.

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