O aparelho que mais faz a conta de energia subir no final do mês
Levantamentos oficiais revelam qual equipamento mais pesa no consumo doméstico
Se o brasileiro sempre teve fama de acompanhar de perto o preço do arroz, do feijão e da gasolina, a conta de luz passou, nos últimos anos, a ocupar lugar igualmente sensível nas conversas de família.
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, mais de 98% dos lares do país têm acesso à eletricidade — um salto histórico quando comparado às décadas anteriores.
Mas, junto com a universalização, vieram também os desafios: bandeiras tarifárias, calor recorde e aumento no uso de eletrodomésticos. No fim do mês, o susto é comum. E há um aparelho em especial responsável por grande parte dessa surpresa.
O aparelho que mais faz a conta de energia subir no final do mês
De acordo com o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), mantido pelo Ministério de Minas e Energia, o ar-condicionado é o equipamento que mais contribui para o alto consumo nas residências brasileiras.
O levantamento mostra que, dependendo do modelo e do tempo de uso, o aparelho pode representar de 30% a 50% da conta total, especialmente em regiões com temperaturas elevadas durante boa parte do ano.
A explicação técnica aparece em relatórios da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O ar-condicionado, ao contrário de itens como televisores ou geladeiras modernas, opera em potência alta contínua, exigindo esforço constante para manter o ambiente refrigerado.
Além disso, o clima brasileiro — que bate recordes de calor segundo medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) — faz com que o aparelho funcione por mais horas, o que eleva ainda mais o consumo.
Especialistas em eficiência energética explicam que aparelhos antigos, sem selo Procel A, podem consumir até o dobro de energia quando comparados a modelos mais recentes.
O garimpo por equipamentos eficientes é tão importante que a própria Aneel reforça a orientação: optar por aparelhos de menor potência, ajustar o termostato para temperaturas moderadas e manter a limpeza dos filtros reduz drasticamente o gasto.
Além disso, estudos apontam que o aumento do uso de ar-condicionado acompanha a tendência global de clima mais quente, o que faz do equipamento um protagonista inevitável na conta de luz — mas também um ponto de atenção para políticas de eficiência energética.
Embora outros itens também puxem o consumo, como chuveiro elétrico e geladeira, nenhum compete com a potência contínua do ar-condicionado. No balanço final, ele é o grande vilão mensal — e entender por quê pode ser o primeiro passo para evitar novas surpresas ao abrir a fatura.
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