Lei permite que idosos acima de 60 anos economizem no que é mais valioso ao ir aos supermercados

Regra vale em unidades de todas as redes, garantindo atendimento prioritário, reduzindo desgaste e trazendo mais conforto no dia a dia de quem tem 60 anos ou mais

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Lei permite que idosos acima de 60 anos economizem no que é mais valioso ao ir aos supermercados
(Foto: Reprodução)

Entrar em um grande supermercado, enfrentar corredores cheios, carregar peso e aguardar longas filas no caixa é uma rotina cansativa para qualquer consumidor. Para idosos acima de 60 anos, porém, esse esforço pode representar ainda mais desgaste físico, dor e até riscos à saúde.

O que muitos brasileiros desconhecem é que existe uma legislação obrigatória, e não facultativa, que garante um benefício importante nessa rotina: o direito ao atendimento prioritário, inclusive em supermercados.

A prioridade é assegurada pela Lei nº 10.048, que determina atendimento preferencial a idosos em serviços públicos e privados. O Estatuto do Idoso, previsto na Lei nº 10.741, reforça que qualquer serviço que envolva espera deve assegurar acesso facilitado, dignidade e respeito a pessoas com 60 anos ou mais.

Na prática, isso significa que supermercados, hipermercados, atacarejos e mercados de bairro são obrigados a oferecer atendimento prioritário. Redes como Assaí, Carrefour, Atacadão, Extra e estabelecimentos regionais estão incluídos na regra.

Para cumprir a legislação, os supermercados precisam adotar medidas claras e visíveis. Entre elas, a disponibilização de caixas exclusivos ou preferenciais, devidamente sinalizados, além de placas e avisos que informem quem tem direito à prioridade.

Outro ponto essencial é o treinamento da equipe. Funcionários devem estar preparados para identificar clientes prioritários, orientar corretamente, organizar filas e evitar constrangimentos. Em horários de maior movimento, essa atuação se torna ainda mais necessária.

O impacto direto desse direito é sentido no dia a dia dos idosos. Menos esforço físico, mais conforto e uma experiência de compra mais segura fazem parte dos benefícios garantidos pela lei. Especialistas alertam que ambientes lotados e longas esperas podem agravar problemas de saúde nessa faixa etária.

Mesmo com regras claras, ainda são comuns situações em que a lei não é respeitada. Filas preferenciais apenas na sinalização, poucos caixas em funcionamento e falta de organização estão entre as principais reclamações. Nesses casos, o consumidor pode procurar o gerente da loja e, se necessário, registrar denúncia no Procon ou no Ministério Público.

Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, garantir o cumprimento dessa legislação se torna cada vez mais essencial. A prioridade no atendimento não é privilégio, mas um direito que preserva a dignidade e a qualidade de vida.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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