Cidades brasileiras passam a cobrar taxa de turistas a partir de 2026

Medida já começou a valer em destinos como Angra dos Reis e Ilha Grande e provoca debate sobre custos para visitantes e impactos no setor turístico

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Cidades brasileiras passam a cobrar taxa de turistas a partir de 2026
Vista aérea da ilha privativa em Angra dos Reis. (Foto: Reprodução/AIRBNB)

Viajar para alguns destinos turísticos do Brasil ficou mais caro a partir de 2026. Cidades como Angra dos Reis e Ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro, passaram a cobrar uma taxa de turismo dos visitantes, medida que já provoca reações no setor e divide opiniões entre empresários e poder público.

Em Angra, a chamada Taxa de Turismo Sustentável começou a ser cobrada no início do ano e tem como objetivo financiar ações de preservação ambiental e manutenção da infraestrutura urbana, especialmente durante a alta temporada. A prefeitura afirma que o município recebe um grande volume de turistas, o que pressiona serviços públicos e áreas naturais.

Nesta primeira fase, a cobrança é direcionada apenas a visitantes que chegam à cidade por ônibus, micro-ônibus, vans de turismo ou como passageiros de transatlânticos. O valor inicial, com desconto de 50%, é de R$ 23,75 por pessoa para permanência de até sete dias no continente, com acréscimo diário para quem permanece por mais tempo.

Para quem segue viagem até a Ilha Grande, o valor previsto é o dobro. No entanto, a cobrança integral na ilha ainda depende da contratação de uma empresa responsável pela operação do sistema. A prefeitura informou que a taxa será implantada de forma gradual, com desconto em 2026, redução desse abatimento em 2027 e valor integral previsto para 2028.

A medida já provoca impactos no turismo local. Donos de pousadas e hotéis relatam cancelamentos de reservas e queda na taxa de ocupação, especialmente em um período considerado estratégico para o faturamento do setor. Empresários também reclamam da falta de diálogo e de clareza sobre a forma de cobrança, o que tem gerado insegurança entre os visitantes.

Para tentar minimizar os prejuízos, alguns estabelecimentos passaram a absorver o valor da taxa por conta própria, enquanto outros relatam que turistas avaliam alternativas para evitar o pagamento. Representantes do setor alertam para possíveis impactos na geração de empregos e na sobrevivência de pequenos negócios.

Por outro lado, a prefeitura defende que a cobrança é necessária para equilibrar o crescimento do turismo e garantir a preservação ambiental. A administração municipal destaca que apenas no primeiro trimestre do ano a cidade espera receber centenas de milhares de turistas, especialmente por meio de cruzeiros marítimos.

A adoção da taxa em Angra dos Reis segue uma tendência observada em outros destinos turísticos, no Brasil e no exterior, onde governos locais buscam novas formas de lidar com o aumento do fluxo de visitantes. A expectativa é que outras cidades brasileiras avaliem medidas semelhantes ao longo dos próximos anos.

Isenções e grupos beneficiados

Estão previstos grupos isentos da Taxa de Turismo Sustentável:
• Moradores do município e seus familiares até segundo grau;
• Prestadores de serviço locais;
• Crianças até 12 anos;
• Pessoas com mais de 60 anos;
• Veículos turísticos cadastrados no Cadastur integrados ao Sistema Digital do Turismo (em alguns casos);
• Pacotes turísticos adquiridos até o fim de 2025, com embarques programados até meados de 2026.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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