Homem compra montanha inteira e transforma rocha em casa após meses de escavação
Projeto ousado mobilizou mais de 30 trabalhadores, escavadeiras em operação contínua e técnicas de engenharia pouco comuns para criar uma moradia dentro da própria montanha

À primeira vista, a encosta parecia apenas mais um bloco maciço de terra e pedra, sem qualquer indício de vida humana.
No entanto, por trás daquela montanha, um projeto fora do comum começava a tomar forma e a chamar atenção no mundo inteiro.
O que era apenas relevo bruto passou a ser transformado, pouco a pouco, em uma estrutura habitável escavada diretamente no solo.
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A iniciativa partiu de um morador rural que decidiu investir tudo o que tinha em uma ideia considerada improvável por muitos.
Uma obra que foge de qualquer padrão tradicional
Diferente de construções convencionais, a montanha não foi demolida.
Ela se tornou parte essencial da própria estrutura, funcionando como parede, teto e proteção natural.
Para isso, mais de 30 trabalhadores atuaram em turnos contínuos, com o apoio de escavadeiras e máquinas pesadas.
Cada corte no terreno foi feito de forma controlada para evitar deslizamentos e garantir estabilidade.
O processo começou pelo nivelamento da encosta, criando áreas planas e reduzindo a inclinação natural do solo.
Somente depois disso, as escavações internas passaram a ser realizadas.
Cavidades viram casa, depósitos e áreas produtivas
As aberturas na montanha chamam atenção pelo formato arqueado.
Esse desenho não é estético, mas estrutural, pois distribui melhor o peso do solo acima.
Dentro da montanha, surgiram ambientes destinados à moradia, armazenamento e apoio à produção rural.
Parte dos espaços também foi adaptada para atividades agrícolas, integrando casa e fazenda em um único sistema.
As paredes internas receberam reforço em alvenaria, criando uma barreira extra contra umidade e erosão.
Esse método é comum em regiões onde construções subterrâneas são usadas há séculos.
Conforto térmico e economia de energia
Um dos principais diferenciais do projeto está no conforto térmico natural.
A massa de terra mantém a temperatura interna estável ao longo do ano.
No inverno, o frio extremo é suavizado. No verão, o calor intenso é bloqueado pela própria montanha.
Além disso, toda a infraestrutura elétrica e hidráulica foi instalada ainda durante a fase estrutural.
Isso reduz riscos, aumenta a durabilidade e evita reformas futuras.
O projeto chama atenção não apenas pelo tamanho, mas pela lógica aplicada.
Em vez de lutar contra o terreno, a construção passou a trabalhar a favor dele.
Em tempos de escassez de terrenos planos e custos elevados de construção, ideias como essa começam a despertar interesse.
Especialmente em áreas rurais, onde o relevo sempre foi visto como obstáculo.
A montanha, antes apenas paisagem, virou abrigo, moradia e base produtiva.
Uma prova de que engenharia, planejamento e ousadia podem transformar até o cenário mais improvável em lar.
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