Novo vírus sem cura identificado na Índia preocupa especialistas e levanta alerta global
Casos confirmados do vírus Nipah reacendem atenção das autoridades sanitárias, mas especialistas afirmam que não há motivo para pânico no momento

A confirmação de novos casos do vírus Nipah na Índia voltou a acender o alerta entre autoridades de saúde e especialistas em doenças infecciosas ao redor do mundo.
Ao menos cinco pessoas receberam diagnóstico positivo no estado da Bengala Ocidental, o que reforçou a preocupação com um patógeno considerado altamente letal e que ainda não possui vacina ou tratamento específico.
Nas últimas semanas, o país asiático intensificou a vigilância epidemiológica diante do risco de uma possível disseminação.
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Mesmo assim, especialistas explicam que o cenário atual exige atenção, mas não justifica um alerta global imediato.
O vírus pode chegar ao Brasil?
Com a repercussão dos casos, surgiu a dúvida sobre a possibilidade de o vírus Nipah chegar ao Brasil.
De acordo com informações do Uol, o patógeno permanece restrito a países do sul e sudeste da Ásia, como Malásia, Indonésia e Índia, locais onde já ocorreram registros anteriores.
Especialistas destacam que, enquanto a transmissão entre humanos não crescer de forma significativa, o risco de disseminação internacional continua baixo. Além disso, não existem indícios de circulação do vírus em áreas urbanas fora dessas regiões.
A infectologista Kamilla Moraes, da UPA Vila Santa Catarina, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que o momento exige acompanhamento das medidas adotadas pelas autoridades sanitárias. Segundo ela, a situação pede atenção, mas não há motivo para alarme.
O que é o vírus Nipah
O vírus Nipah é um patógeno zoonótico, ou seja, passa de animais para humanos, principalmente por meio do contato com secreções corporais ou pelo consumo de alimentos contaminados.
Morcegos frugívoros, que se alimentam de frutas, funcionam como os principais reservatórios naturais do vírus.
A infecção também pode ocorrer entre pessoas, embora esse tipo de transmissão ainda aconteça de forma limitada.
Na Índia, um adolescente morreu em 2024 após sofrer uma parada cardíaca associada à infecção pelo Nipah.
Em 2023, o país registrou 706 pessoas que testaram positivo para o vírus, o que levou as autoridades a reforçarem as medidas de vigilância.
Existe tratamento ou vacina?
Até o momento, médicos não contam com tratamento específico nem medicamentos capazes de combater diretamente o vírus Nipah.
Segundo o Uol, pesquisadores desenvolvem vacinas que ainda se encontram em fase experimental.
Por enquanto, os profissionais de saúde adotam apenas o tratamento de suporte, focado no controle dos sintomas. Entre as complicações mais comuns estão pneumonia e convulsões, que exigem acompanhamento hospitalar constante.
Quais são os sintomas da infecção
A infecção pelo vírus Nipah pode causar inflamação no cérebro, conhecida como encefalite, condição associada a uma alta taxa de letalidade. O sistema nervoso central costuma sofrer os maiores impactos.
Entre os sintomas mais frequentes estão alteração do nível de consciência, convulsões, febre, dor de cabeça, náuseas, vômitos e quadros de pneumonia.
Um dos principais desafios enfrentados pelas equipes médicas está na identificação dos sinais iniciais da doença.
A precisão do diagnóstico varia conforme fatores como tipo de amostra clínica, momento da coleta e qualidade do material analisado. Por isso, o monitoramento constante segue como a principal estratégia de controle.
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