Adeus, pisos tradicionais: nova tendência promete aposentar azulejos e parquet em 2026
Acabamento natural, sem rejuntes e com visual contínuo ganha força em projetos modernos e já aparece como aposta para pisos e paredes no próximo ano

A cada ano, o mercado de arquitetura e decoração reinventa o jeito de morar. Em 2026, uma tendência começa a ganhar força por unir estética minimalista, sensação de aconchego e um discurso cada vez mais presente nos projetos: a busca por materiais naturais.
Entre as apostas que vêm chamando atenção está o chukum, um revestimento de origem mexicana que entrega um acabamento uniforme, elegante e com aparência inteiriça, sem emendas visíveis.
Na prática, a proposta é trocar superfícies marcadas por divisões, como azulejos tradicionais e pisos de madeira em réguas, por um visual mais fluido, que se estende do chão para a parede sem interrupções.
O resultado é um ambiente que parece maior, mais limpo visualmente e, ao mesmo tempo, mais acolhedor.
O chukum é um tipo de revestimento artesanal associado à Península de Yucatán, no México, e costuma ser aplicado como acabamento em paredes e pisos.
Ele tem aparência semelhante a um cimento queimado mais quente e orgânico, com variações suaves de textura e tonalidade que dão personalidade ao ambiente.
O diferencial do material está na estética e no conceito. Em vez do brilho frio ou de superfícies excessivamente polidas, o chukum entrega um acabamento natural, com presença, mas sem pesar.
Por isso, tem sido adotado em projetos que buscam equilíbrio entre sofisticação e simplicidade.
O crescimento do chukum acompanha o momento atual do design. Ambientes claros, com tons terrosos, texturas naturais e visual mais leve dominam projetos residenciais e comerciais.
O revestimento funciona como base neutra e combina facilmente com madeira, pedra, metal, plantas e até cores vibrantes, sem disputar atenção.
Além disso, o toque artesanal faz com que cada aplicação fique única. Pequenas diferenças na textura e na cor são parte do charme e ajudam a criar uma sensação de exclusividade.
Outro motivo para a ascensão do chukum é a praticidade. Como ele forma uma superfície contínua, reduz a presença de rejuntes e recortes. Isso facilita a limpeza e diminui a sensação de excesso de informação visual.
Em banheiros, cozinhas e áreas gourmet, a proposta de continuidade também cria um efeito sofisticado, especialmente quando o mesmo acabamento é aplicado em paredes e pisos.
Em 2026, não basta ser bonito, precisa fazer sentido. Materiais com origem natural e processos que geram menos desperdício vêm ganhando espaço nas reformas. O chukum entra nesse debate como alternativa para quem quer um acabamento com estética contemporânea, sem depender tanto de soluções industrializadas.
Essa mudança reflete um consumidor mais atento, que busca projetos modernos com mais consciência ambiental e durabilidade.
A promessa pode soar exagerada, mas o movimento é real. Revestimentos tradicionais seguem fortes, porém passam a dividir espaço com escolhas que entregam visual limpo, integração de ambientes e acabamento sofisticado.
O chukum não elimina o que já existe, mas surge como opção para projetos que priorizam continuidade visual e estética orgânica.
No fim, a escolha depende do estilo do ambiente, do orçamento e do tipo de uso. Uma coisa é certa: em 2026, o piso deixa de ser detalhe e vira protagonista, e o chukum aparece como um dos nomes mais comentados dessa nova fase.
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