Com que frequência o gato pode comer ovo e por que isso pode ser benéfico, segundo veterinários
Rico em proteínas e gorduras saudáveis, o ovo pode complementar a alimentação felina — mas exige preparo adequado e moderação

Nem tudo o que faz bem para os humanos é automaticamente indicado para os pets.
No caso dos gatos, uma das dúvidas mais comuns entre tutores envolve um alimento simples e presente em quase todas as cozinhas: o ovo.
Pode oferecer? Faz bem? Existe limite?
De acordo com veterinários, o ovo pode sim integrar a alimentação felina como complemento eventual.
Quando preparado corretamente e servido em pequenas porções, ele pode contribuir com nutrientes importantes, sem substituir a ração balanceada, que continua sendo a base da dieta.
Por que o ovo pode ser benéfico?
Os gatos são carnívoros obrigatórios.
Isso significa que dependem de proteínas de origem animal para manter funções vitais, como manutenção muscular, energia e equilíbrio metabólico.
Nesse contexto, o ovo se destaca por conter:
- Proteínas completas, importantes para músculos e tecidos.
- Gorduras saudáveis, principalmente na gema, que auxiliam na produção de energia.
- Aminoácidos essenciais, que contribuem para o bom funcionamento do organismo.
- Variedade alimentar, podendo servir como agrado nutritivo e estimulante.
Veterinários reforçam que o ovo não substitui a alimentação principal, mas pode atuar como reforço proteico eventual.
Com que frequência oferecer?
A recomendação é clara: o ovo deve ser oferecido apenas de forma ocasional.
Ele pode entrar como um petisco nutritivo esporádico, mas não deve fazer parte da rotina diária.
A frequência ideal pode variar de acordo com o porte, idade e condição de saúde do animal, por isso a orientação de um veterinário é fundamental antes de incluir o alimento com regularidade.
Cuidados indispensáveis
Apesar dos benefícios, alguns cuidados são essenciais para garantir a segurança do pet:
- Oferecer sempre cozido, nunca cru, para evitar risco de bactérias como salmonella.
- Não adicionar sal, temperos ou óleo, que podem ser prejudiciais aos gatos.
- Servir em pequenas quantidades.
- Evitar em casos de problemas pancreáticos ou dietas com restrição de gordura, salvo orientação profissional.
- Nunca substituir a ração balanceada pelo ovo.
Especialistas alertam que o equilíbrio é o ponto-chave.
O ovo pode ser um aliado nutricional interessante, mas precisa estar inserido dentro de uma dieta adequada e supervisionada.
No fim, a regra é simples: moderação, preparo correto e acompanhamento veterinário garantem que o mimo vire benefício — e não dor de cabeça.
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