Fim da escala 6×1: modelo de trabalho pode estar com os dias contados após nova proposta do governo
Texto prevê redução gradual da jornada de 44 para 36 horas semanais, sem corte salarial, com foco em produtividade e saúde mental

O fim da escala 6×1 pode se tornar realidade nos próximos anos. Atualmente, milhões de brasileiros trabalham nesse modelo. No entanto, uma nova proposta em debate no Senado prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 36 horas, sem corte salarial.
A medida estabelece uma transição progressiva. Dessa forma, empresas e trabalhadores poderão se adaptar com mais segurança. Além disso, o texto busca preservar a produtividade e fortalecer a saúde mental. Ao mesmo tempo, pretende modernizar as relações de trabalho no país.
Como funcionará a transição das 44 para 36 horas?
A mudança não ocorrerá de forma abrupta. Pelo contrário, o projeto define uma redução escalonada ao longo dos anos. A previsão indica diminuição de uma a duas horas por ano até atingir o novo teto de 36 horas semanais.
Assim, setores mais dependentes de mão de obra poderão reorganizar escalas com previsibilidade. Além disso, empresas terão tempo para ajustar processos e planejar contratações. Por outro lado, trabalhadores perceberão a redução gradualmente, sem impacto no salário.
No estágio final, a proposta consolida modelos como 5×2 ou até 4×3, dependendo da atividade econômica. Portanto, o fim da escala 6×1 não acontecerá de uma só vez, mas sim em fases sucessivas.
Quais são os pilares da proposta?
O projeto estabelece princípios que não poderão ser flexibilizados. Antes de tudo, o texto garante a irredutibilidade salarial.
Ou seja, o valor mensal e o preço da hora trabalhada permanecerão intactos.
Além disso, a proposta fortalece a negociação coletiva. Dessa maneira, sindicatos e empresas definirão como distribuir folgas ou reduzir a carga diária.
Outro ponto importante é a chamada produtividade assistida. Nesse caso, empresas poderão acessar incentivos ao comprovar ganhos de eficiência com tecnologia. Assim, o governo busca equilibrar proteção ao trabalhador e sustentabilidade econômica.
Qual é o cronograma previsto?
O calendário prevê etapas sucessivas de implementação. Inicialmente, a redução será discreta. Depois, avançará até alcançar o limite de 36 horas semanais.
Consequentemente, o trabalhador ganhará mais tempo de descanso ao longo dos anos. Ao mesmo tempo, as empresas poderão ajustar custos de maneira planejada. Em resumo, o modelo prioriza previsibilidade e adaptação gradual.
Quais são os impactos econômicos e sociais?
Defensores do fim da escala 6×1 apontam impactos positivos. Primeiramente, destacam o aumento dos afastamentos por burnout e depressão nos últimos anos.
Além disso, jornadas menores podem estimular novas contratações em setores que funcionam por turnos. Dessa forma, a medida pode contribuir para a geração de empregos.
Outro argumento envolve o padrão internacional. Países com jornadas reduzidas, segundo estudos, registram maior produtividade por hora trabalhada. Portanto, a proposta também mira competitividade econômica.
O que muda para empresas e trabalhadores?
Para o trabalhador, a principal mudança será o aumento do tempo livre sem perda de renda. Com isso, espera-se melhora na qualidade de vida.
Já para as empresas, o desafio será reorganizar turnos e investir em eficiência. No entanto, como a transição será gradual, o impacto tende a ser diluído ao longo dos anos.
Em síntese, o fim da escala 6×1 pode representar uma transformação estrutural no mercado de trabalho. Ainda assim, tudo dependerá da tramitação e aprovação definitiva do projeto.
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