Suco de maracujá é recomendado por médicos para diabetes e pré-diabetes; entenda o motivo
Uma bebida comum pode surpreender no controle metabólico diário delicado.

Para quem convive com diabetes ou pré-diabetes, cada escolha alimentar exige planejamento e muita atenção. O impacto dos carboidratos sobre a glicemia é um dos principais pontos de atenção, especialmente no caso das bebidas, que costumam provocar elevação mais rápida da glicose sanguínea.
Nesse contexto, o suco natural de maracujá, quando preparado sem açúcar e consumido em porções adequadas, tem sido apontado por especialistas como uma opção possível dentro do plano alimentar.
De acordo com diretrizes da American Diabetes Association (ADA), o controle glicêmico depende principalmente da quantidade total de carboidratos ingeridos ao longo do dia, e não apenas do tipo de alimento isolado.
Um copo de cerca de 200 ml de suco preparado com aproximadamente 50 ml de polpa natural de maracujá contém, em média, 7 gramas de carboidrato.
O valor é considerado moderado quando comparado a sucos de frutas mais doces, como uva ou manga, que podem ultrapassar 20 gramas por porção semelhante.
A nutricionista Carol Netto, doutora pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explica em entrevista que o principal fator determinante da resposta glicêmica é a carga total de carboidrato consumida.
Todo carboidrato, independentemente da fonte, será convertido em glicose após a digestão. Por isso, a recomendação não se baseia em supostos “efeitos milagrosos” da fruta, mas na adequação da porção e no equilíbrio dentro da dieta planejada.
Além do teor controlado de carboidratos, o maracujá é fonte de vitamina C e compostos antioxidantes, como flavonoides, que participam da proteção celular contra o estresse oxidativo, condição frequentemente associada ao diabetes tipo 2.
Padrões alimentares ricos em frutas, fibras e antioxidantes estão relacionados a melhor controle metabólico. No entanto, pesquisas mostram associação e não comprovam relação direta de causa e efeito.
Outro aspecto frequentemente citado é a possível sensação de relaxamento associada ao consumo da fruta, atribuída a compostos bioativos presentes na polpa.
Embora não substitua tratamento médico, a redução do estresse pode ter impacto indireto no controle glicêmico, já que níveis elevados de cortisol interferem na regulação da glicose.
Especialistas reforçam que o suco deve ser preparado apenas com polpa natural e água, sem adição de açúcar, e preferencialmente consumido junto a refeições com fibras e proteínas, o que tende a suavizar picos glicêmicos.
A orientação final é individualizar: monitorar a glicemia após o consumo continua sendo a forma mais segura de avaliar a resposta do próprio organismo.
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