Água muito fria no rosto pode tornar a limpeza menos eficaz, segundo dermatologistas
Especialistas alertam que a temperatura da água influencia diretamente na eficácia da limpeza facial

A cena é comum: abrir a torneira logo cedo, deixar a água gelada escorrer pelas mãos e acreditar que aquele choque frio está “acordando” a pele.
Durante anos, essa prática foi associada à ideia de frescor, poros fechados e sensação de limpeza profunda.
Mas dermatologistas são claros: água muito fria não melhora a higienização — pelo contrário, pode torná-la menos eficaz.
A limpeza facial é o primeiro passo de qualquer rotina de cuidados, mas também um dos mais subestimados. Muitos acreditam que basta água e um sabonete rápido. O problema está nos detalhes — e a temperatura é um deles.
A crença de que a água gelada fecha os poros e melhora o aspecto da pele não encontra respaldo consistente na dermatologia.
Segundo especialistas, o frio provoca contração da pele e endurecimento dos óleos naturais. Isso dificulta a remoção completa de resíduos como maquiagem, protetor solar, poluição e excesso de sebo.
Por outro lado, a água muito quente também não é recomendada. Temperaturas elevadas removem lipídios importantes da epiderme, comprometendo a barreira cutânea e aumentando a sensação de ressecamento e sensibilidade.
A recomendação é clara: nem fria, nem quente. A água morna — em torno de 28 °C a 30 °C — é considerada a mais adequada para lavar o rosto.
Essa faixa permite que o produto de limpeza atue corretamente, facilita o enxágue completo e reduz o risco de vermelhidão ou repuxamento, especialmente em peles sensíveis.
No fim das contas, pequenas escolhas diárias, quando feitas corretamente, ajudam a manter a pele mais equilibrada, saudável e preparada para os próximos passos do cuidado.
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