Colocar o sal no momento certo faz toda a diferença no sabor dos alimentos, segundo especialistas
Uma pequena mudança no processo altera textura, aroma e intensidade final do tempero

A diferença entre um prato equilibrado e outro excessivamente salgado nem sempre está na quantidade utilizada, mas no momento da aplicação do tempero.
Os chefs de cozinha explicam que o tempo em que o sal é adicionado influencia diretamente textura, retenção de umidade e percepção sensorial.
O fenômeno é explicado pela interação química do cloreto de sódio com proteínas, fibras vegetais e líquidos presentes nos alimentos.
O sal atua modificando estruturas proteicas e interferindo na liberação de água durante o cozimento.
Em carnes, por exemplo, a aplicação antecipada favorece a penetração do sódio nas fibras musculares, promovendo melhor retenção de sucos e textura mais macia. Já a adição tardia pode resultar em sabor superficial, menos integrado ao alimento.
Em vegetais, o efeito é distinto. Salgar antes do cozimento pode acelerar a perda de água por osmose, alterando a firmeza. Em preparações como berinjela ou abobrinha, essa técnica é usada intencionalmente para reduzir amargor e umidade excessiva.
No entanto, em legumes que devem manter crocância, o sal precoce pode comprometer a textura final.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também reforça que, além da técnica, a moderação é essencial, recomendando consumo máximo de 5 gramas de sal por dia para adultos.
Outro ponto relevante é a percepção gustativa. Estudos mostram que o sal potencializa outros sabores ao reduzir o amargor e intensificar o dulçor natural dos ingredientes.
Quando aplicado ao final da preparação, especialmente em forma de sal grosso ou flor de sal, ele cria contraste de textura e impacto imediato no paladar.
Esse efeito é explorado na gastronomia contemporânea para ampliar complexidade sensorial sem necessariamente aumentar a quantidade total de sódio.
Os cozinheiros profissionais explicam que não existe uma regra única: o momento ideal depende do alimento e do resultado desejado.
Carnes podem se beneficiar de salga prévia controlada; massas exigem sal na água fervente para absorção uniforme; já molhos e sopas pedem ajustes graduais ao longo do preparo.
O consenso técnico aponta que compreender o funcionamento químico do sal permite cozinhar com mais precisão, reduzindo excessos e elevando a qualidade final do prato.
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