O caso do menino diagnosticado com demência infantil aos 4 anos e a luta da mãe para salvá-lo
Após descobrir forma agressiva de demência infantil, mãe transforma dor em mobilização para garantir mais tempo e qualidade de vida ao filho

Até os dois anos de idade, Tate, que atualmente tem quatro anos, parecia seguir o próprio ritmo de desenvolvimento. O diagnóstico inicial foi de autismo, aos dois anos.
Mas, para a mãe, Tammy McDaid, ainda havia detalhes que não se encaixavam completamente. Essas dúvidas resultaram em uma notícia difícil: o garoto, então com quatro anos, foi diagnosticado com uma forma rara de demência infantil.
Moradora de Swansea, no País de Gales, Tammy viu sua vida e a vida de seu filho mudarem completamente após exames aprofundados. Em março de 2024, uma ressonância magnética apontou alterações no cérebro da criança.
Testes posteriores confirmaram as suspeitas: Tate tem Síndrome de Sanfilippo Tipo A, uma doença genética degenerativa e sem cura.
Considerada uma das formas mais severas da condição, a variante Tipo A afeta diretamente o sistema nervoso central. Segundo especialistas, a doença provoca regressão progressiva das funções neurais, comprometendo habilidades cognitivas, motoras e comportamentais.
Crianças diagnosticadas com essa condição costumam ter expectativa de vida entre 11 e 19 anos. No caso de Tate, a mãe descreve a dor de saber que o filho talvez nunca fale. Ainda assim, ela destaca o carinho que recebe diariamente.
Mesmo sem palavras, o menino demonstra afeto com abraços e beijos, algo que, segundo ela, a mantém firme na busca por alternativas.
Sem cura disponível, o tratamento atual da demência é essencialmente paliativo. Pesquisas em terapia gênica vêm sendo estudadas como possíveis caminhos para retardar a progressão da doença.
Ela tenta inscrever o filho em um ensaio clínico que pode ajudar a desacelerar o avanço da condição. Para isso, iniciou uma campanha de arrecadação de fundos com o objetivo de custear tratamentos e avaliações no exterior, que envolvem custos elevados.
Enquanto enfrenta uma realidade marcada por incertezas, Tammy transforma o desespero em mobilização. Em meio ao diagnóstico duro e ao prognóstico limitado, a mãe mostra todo o seu carinho e esforço para aproveitar todo o seu amor com o filho.
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