Aos 120 anos, brasileira busca reconhecimento como mulher mais velha do mundo, mas perda de documentos dificulta comprovação
Com documentos que apontam nascimento em 1905, moradora de Itaperuna busca validação internacional, mas perda de registros dificulta análise

Às vésperas do que sua família afirma ser seu aniversário de 121 anos, Deolira Glicéria Pedro da Silva passa por um momento decisivo em sua vida.
Moradora de Itaperuna, no interior do Rio de Janeiro, ela busca o reconhecimento do Guinness World Records como a pessoa viva mais velha do mundo.
Para comprovar isso, apresenta documentos que indicam nascimento em 10 de março de 1905, na zona rural de Porciúncula.
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O caso, no entanto, esbarra em um obstáculo delicado: parte da documentação original teria sido perdida em enchentes que atingiram a região há cerca de duas décadas.
A ausência desses registros não invalida automaticamente a reivindicação, mas fragiliza o processo de verificação exigido por instituições internacionais.
Caso os documentos de Deolira sejam aceitos, o topo do ranking poderá mudar — o que transforma a disputa em algo que vai além de uma história familiar.
A idosa é acompanhada pelo geriatra Juair de Abreu Pereira, que afirma que ela apresenta bom estado geral de saúde e não faz uso contínuo de medicamentos.
Segundo a família, a rotina é marcada por alimentação simples, sono regular e forte convivência familiar.
No universo dos supercentenários, cada certidão, data e registro histórico passa por rigorosa checagem.
A perda dos registros levanta questionamentos sobre a importância de conservá-los em outros meios, como o digital, e sobre o impacto dessa conservação na memória coletiva.
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