Aos 12 anos, menino quebrou o vidro de uma guarita e foi trabalhar vendendo limões para pagar o prejuízo; quase 10 anos depois, tentou seis negócios e hoje comanda rede de 25 unidades que fatura R$ 36,7 milhões
O que começou como consequência de uma travessura tomou um rumo que nem a própria família poderia imaginar naquela época

Aos 12 anos, Gustavo de Paiva Jáccomo quebrou o vidro de uma guarita de segurança e recebeu da mãe uma missão: trabalhar para conseguir dinheiro suficiente para pagar o prejuízo.
Foi assim que o garoto chegou ao box de limões mantido pela família na Ceasa de Curitiba.
A dívida pelo vidro acabou rapidamente, mas Gustavo gostou do comércio e permaneceu por quase uma década no local. Começou ajudando nas vendas e, já adulto, passou a participar também da gestão.
- Aos 18 anos, começou descarregando caminhões e, décadas depois, construiu império com 420 supermercados, 50 mil funcionários e faturamento de R$ 26 bilhões
- Aos 56 anos, Luciana Gimenez vive em tríplex “flutuante” de 750 m², com closet exclusivo para sapatos e até uma parede para guardar celulares antigos
- Os churrasqueiros concordam: “Para limpar a grelha do churrasco, use só 2 itens. Ela fica brilhando como se tivesse acabado de sair da loja”
O episódio seria apenas o primeiro capítulo de uma trajetória que, anos depois, terminaria em uma rede de bares espalhada pelo Brasil.
Seis negócios antes de acertar
Mesmo familiarizado com vendas, Gustavo escolheu estudar design digital.
A vontade de empreender, entretanto, continuou. Ao longo de aproximadamente seis anos, ele participou de seis negócios diferentes.
Nem todos funcionaram. Em uma das fases, chegou a acumular uma dívida superior a R$ 20 mil, que depois parcelou e quitou.
As tentativas também ensinaram como buscar investidores, apresentar projetos e administrar uma operação.
Histórias de insistência no empreendedorismo aparecem em diferentes setores. Uma goiana que começou fazendo faxinas nos Estados Unidos conseguiu transformar o trabalho em uma empresa milionária.
Bar começou em apenas 40 m²
A virada para Gustavo veio em 2017.
Ao lado de Pedro Smolka, ele abriu o primeiro Janela Bar em Curitiba. O espaço tinha apenas 40 m² e funcionava nos fundos de um restaurante, em uma área que anteriormente servia como depósito.
Para colocar a ideia de pé, os sócios precisaram de cerca de R$ 150 mil. Conseguiram R$ 60 mil com um investidor e completaram o restante com recursos próprios e empréstimos de amigos.
A proposta era vender coquetéis autorais por preços mais acessíveis. Enquanto alguns estabelecimentos cobravam de R$ 40 a R$ 50 por um drinque, o Janela começou oferecendo opções por cerca de R$ 15.
Gustavo também fez cursos de bartender para entender de perto uma área diferente da formação em design.
O caminho lembra o de outros empresários que começaram cedo, como o goiano que vendia brigadeiros aos 12 anos e mais tarde criou uma rede de franquias de milk-shake.
De uma unidade para 25
A empresa cresceu e passou a trabalhar também com franquias.
Em 2026, o Janela Bar chegou a 25 unidades espalhadas pelo país. Além dos coquetéis, a rede incorporou hambúrgueres e chope artesanal ao cardápio.
O faturamento registrado em 2025 chegou a R$ 36,7 milhões.
Outro exemplo de crescimento por franquias é o de Bruna Vasconi, que começou revendendo roupas aos 13 anos e criou uma rede com mais de 100 brechós.
No caso de Gustavo, a trajetória entre o box de limões e a rede milionária não aconteceu em linha reta. Foram anos de trabalho, negócios que deram errado, dívidas e tentativas antes de um pequeno bar conseguir ganhar escala nacional.
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