Lula fala em reforçar Defesa do país senão ‘alguém invade a gente’
Declaração ocorreu em meio à escalada de conflitos internacionais e tensões geopolíticas

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre a necessidade de o Brasil e a África do Sul se prepararem militarmente para possíveis ataques, ao receber o presidente do país africano nesta segunda-feira (9), Cyril Ramaphosa.
“Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz, aqui ninguém tem bomba nuclear, aqui ninguém tem bomba atômica, aqui os nossos drones são para agricultura, para fins de tecnologia e não para guerra”, disse.
“Não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que se a gente não se preparar em questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. Essa é uma coisa que o Brasil tem necessidade similar à necessidade da África do Sul.”
Sem citar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula fez menção à escalada do conflito no Oriente Médio, após ataque do governo americano e de Israel ao Irã. No início do ano, os EUA também foram responsáveis pela invasão da Venezuela e captura do ditador Nicolás Maduro.
“O diálogo e a diplomacia constituem o único caminho viável para a construção de uma solução duradoura”, disse. “É importante lembrar que por conta da guerra no Irã o preço do combustível já está subindo em quase todo o mundo. O preço do petróleo está subindo muito e deve subir em todos os países do mundo.”
O Brasil já nutre uma relação de parceria com o país africano, com quem também divide o Brics, grupo econômico de países emergentes inclusive o Irã.
A África do Sul foi alvo de uma tentativa de boicote no G20 por parte dos EUA, que assumiu a presidência do grupo neste ano, sucedendo o país africano, e não enviou nenhum representante à cúpula de 2026.
O gesto do governo Trump foi feito sob o pretexto de que o país de Ramaphosa estaria cometendo um “genocídio branco”, após a aprovação de uma lei que facilita a expropriação de propriedades rurais improdutivas. A decisão bloqueou uma herança deixada a uma organização descrita como supremacista branca, segundo documentos judiciais.
Na recepção de Ramaphosa no Planalto, os chefes de Estado e seus ministros assinaram atos e memorandos de cooperação nas áreas de comércio, turismo e indústria. Em seu discurso, o líder africano agradeceu o apoio brasileiro frente à situação do G20.
Ramaphosa também criticou a escalada dos conflitos internacional e pediu cessar-fogo e retomada das negociações.
“A nossa visita ao Brasil ocorre num momento de recrudescimento de conflitos e assim reiteramos nosso chamado para uma resolução pacífica.
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