Maior esqueleto de metal do mundo: bilhões de aço abandonado para apodrecer a mais de 4 mil metros de altura
Cemitério de trens em Uyuni reúne locomotivas abandonadas que se deterioram com o sal e o vento no deserto boliviano

O que um dia representou o auge da tecnologia ferroviária hoje se encontra como um esqueleto de metal abandonado em meio ao deserto boliviano.
Em Uyuni, o chamado cemitério de trens reúne locomotivas e vagões deixados para trás após o declínio das atividades ferroviárias na região.
Localizado próximo ao Salar de Uyuni, o espaço abriga estruturas metálicas que, ao longo dos anos, passaram a sofrer intensa degradação causada pelas condições ambientais. O cenário ganhou destaque recente em vídeo publicado por Vainer Polo no Instagram.
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Ferro corroído por sal e vento
As locomotivas remontam ao período em que a Bolívia buscava expandir sua malha ferroviária para o escoamento de minérios. Com a queda da atividade e mudanças econômicas, os equipamentos foram abandonados.
O ambiente local acelera o desgaste. A alta concentração de sal, combinada com ventos constantes, provoca corrosão no ferro, deteriorando gradualmente as estruturas.
Sem manutenção, vagões e trilhos apresentam sinais avançados de desgaste, com partes abertas, enferrujadas e fragmentadas.
De área abandonada a ponto turístico
Com o passar do tempo, o local passou a atrair visitantes interessados no cenário incomum. Atualmente, o cemitério de trens integra roteiros turísticos da região de Uyuni.
Os visitantes circulam entre as antigas locomotivas, registrando imagens e observando de perto as estruturas que marcaram uma fase importante do desenvolvimento ferroviário no país.
O espaço funciona como um registro físico desse período, reunindo equipamentos que permanecem expostos às condições naturais e à ação contínua do tempo.
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