A gata mais velha do mundo tem o equivalente a 146 anos humanos, come camarão fresco e salmão, só bebe uma marca específica de água mineral e dorme com dois ventiladores ligados

Felina britânica chama atenção pela longevidade, mas ainda precisa ter a idade comprovada para conquistar o reconhecimento oficial

Gabriel Dias Gabriel Dias -
A gata mais velha do mundo tem o equivalente a 146 anos humanos, come camarão fresco e salmão, só bebe uma marca específica de água mineral e dorme com dois ventiladores ligados
(Foto: Reprodução/Facebook/The TinderBlog)

Uma gata que supostamente completou 31 anos pode conquistar o título de felina viva mais velha do mundo. Millie mora em Stockport, na região metropolitana de Manchester, na Inglaterra, e vive com o tutor Leslie Greenhough, de 71 anos.

A idade atribuída ao animal equivaleria a aproximadamente 146 anos humanos. No entanto, o número ainda não recebeu a validação do Guinness World Records.

Segundo Leslie, Millie nasceu em 1995 e chegou à família quando tinha apenas três meses. A principal evidência apresentada até agora é uma fotografia da gata ainda filhote, registrada naquele ano.

Dieta inclui camarão e água mineral

O tutor relaciona a longevidade de Millie aos cuidados recebidos ao longo da vida. A rotina inclui camarão, salmão, frango, atum, ração e água mineral de uma marca específica.

Leslie contou que passou a oferecer água engarrafada há cerca de dez anos, após problemas no abastecimento local. Nos dias quentes, ele também utiliza ventiladores e coloca gelo no recipiente de água da gata.

Apesar das declarações, não há comprovação científica de que esse cardápio explique a idade avançada. A alimentação de gatos deve considerar necessidades nutricionais específicas e contar com orientação veterinária.

Millie também passa a maior parte do tempo dentro de casa. Segundo o tutor, ela deixou de sair com frequência depois de sofrer ataques de outros gatos da vizinhança.

Documentos dificultam reconhecimento

A falecida esposa de Leslie, Paula, teria adotado Millie em 1995. Após a morte dela, em 2020, a gata perdeu o apetite durante um período, mas depois voltou a se alimentar normalmente.

O principal obstáculo para o reconhecimento é a falta de documentos antigos, como registros veterinários, comprovantes de adoção e histórico de vacinação. O próprio tutor admite que ainda não dispõe de provas suficientes para confirmar oficialmente a data de nascimento.

O Guinness informa que recordes podem mudar diariamente e nem sempre aparecem imediatamente em seu site. A página da organização ainda apresenta Flossie como a detentora do título concedido em 2022, quando tinha quase 27 anos.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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