Mulheres recebem até 44% menos que homens em Anápolis, aponta estudo da UEG
Pesquisa mostra que essa disparidade não é pontual, mas se repete em praticamente todos os setores da economia e níveis de formação

Um estudo divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Universidade Estadual de Goiás (UEG) aponta que mulheres recebem até 44,3% menos que homens em Anápolis, mesmo quando possuem o mesmo nível de escolaridade.
A maior diferença aparece no setor de comércio, enquanto no setor de serviços a desigualdade também é elevada, chegando a 39,1% entre trabalhadores com menor nível de escolaridade.
A pesquisa mostra que essa disparidade não é pontual, mas se repete em praticamente todos os setores da economia e níveis de formação, indicando um padrão de desigualdade no mercado de trabalho formal do município.
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Desigualdade se repete em diferentes setores
Na indústria, por exemplo, as mulheres também recebem menos que os homens em funções semelhantes, com diferenças que chegam a quase 40% em algumas atividades.
Os dados fazem parte de um suplemento especial do boletim Escritos de Conjuntura Socioeconômica, produzido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas (Nepe) em parceria com o Centro de Estudos sobre Trabalho, Território e Desenvolvimento (CeTTeD), com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Além da desigualdade salarial, o levantamento aponta que as mulheres representam 45,2% dos vínculos formais de trabalho em Anápolis, ainda abaixo da participação masculina.
Outro ponto destacado é a concentração feminina em determinados setores. A maioria das mulheres trabalha no segmento de serviços, enquanto a presença na indústria é menor.
O estudo também indica que, mesmo com níveis relevantes de escolaridade, como ensino médio e superior, as mulheres continuam recebendo menos que os homens em praticamente todos os cenários analisados.
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