Multas de trânsito podem ser anuladas: nova regra exige que câmeras identifiquem o motorista, não apenas o carro

Debate na Colômbia muda o foco das fotomultas, enquanto no Brasil motoristas ainda dependem de prazos e falhas formais para anular autos

Gustavo de Souza -
Multas de trânsito podem ser anuladas: nova regra exige que câmeras identifiquem o motorista, não apenas o carro
(Foto: Reprodução)

Uma mudança recente no debate sobre multas de trânsito voltou a chamar a atenção de motoristas e especialistas. Afinal, até que ponto uma câmera pode punir alguém apenas ao registrar a placa de um veículo?

O tema ganhou força após decisões judiciais e propostas legislativas na Colômbia. Por lá, o entendimento caminha para responsabilizar quem comete a infração, e não automaticamente o dono do carro.

O que mudou na Colômbia?

A Corte Constitucional colombiana barrou a responsabilização automática do proprietário do veículo sem prova mínima de que ele era o condutor.

Além disso, o Senado do país avançou com um projeto que endurece as regras para aplicação de fotomultas. A proposta exige identificação mais precisa de quem estava dirigindo no momento da infração.

Na prática, isso amplia as chances de contestação de multas baseadas apenas na placa.

Por que esse debate é importante?

Esse movimento pressiona autoridades de trânsito a melhorar a qualidade das provas. Ou seja, imagens, notificações e procedimentos precisam ser mais claros e consistentes.

Caso contrário, as penalidades podem ser consideradas frágeis ou até inválidas.

Como funciona no Brasil?

No Brasil, a lógica continua diferente. A autuação por radar ou câmera está vinculada ao veículo, não diretamente ao motorista.

Por isso, o proprietário precisa indicar o verdadeiro condutor caso não estivesse dirigindo no momento da infração.

Se essa indicação não for feita dentro do prazo legal, a multa permanece. Além disso, os pontos podem ser atribuídos ao dono do carro.

Multa por câmera pode ser contestada?

Apesar disso, nem toda multa eletrônica é definitiva. Existem exigências técnicas e legais que precisam ser cumpridas para validar a penalidade.

Entre os principais pontos estão o envio da notificação dentro do prazo, o equipamento devidamente aferido e a imagem compatível com os dados do auto de infração.

Se houver falhas nesses critérios, o motorista pode apresentar recurso.

O que o motorista deve fazer?

Diante disso, o ideal é sempre conferir a notificação com atenção. Verifique dados, prazos e as condições do registro da infração.

Além disso, caso identifique inconsistências, é possível recorrer dentro dos canais oficiais de trânsito.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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