Com fim da escala 6×1, supermercados defendem alternativa para contratar funcionários
Discussão sobre mudanças na jornada de trabalho reacendeu preocupação em setores que dependem de funcionamento contínuo

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou força no país e passou a movimentar não apenas trabalhadores, mas também setores da economia que dependem de equipes em diferentes turnos ao longo da semana.
Entre eles, os supermercados aparecem como um dos segmentos mais atentos ao debate. Isso porque grande parte das lojas funciona aos fins de semana, feriados e em horários estendidos, o que exige uma organização constante das escalas de trabalho.
Diante da possibilidade de mudança no modelo atual, representantes do setor passaram a defender uma alternativa para evitar impactos no funcionamento dos estabelecimentos e nos custos das empresas.
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A proposta apontada pelos supermercados é a contratação por hora, modelo que permitiria ao funcionário receber conforme o período efetivamente trabalhado.
A defesa foi feita pelo presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi.
Segundo ele, a medida poderia ajudar principalmente pequenas redes, que teriam mais dificuldade para absorver os efeitos do fim da escala 6×1.
Galassi também afirmou que o setor não defende a redução da carga semanal de 44 horas, mas sim uma forma de adaptar a contratação à nova realidade caso a escala seja alterada.
A ideia aparece em meio à discussão da chamada PEC do Horista, que propõe regulamentar o trabalho pago por hora no Brasil.
Para os defensores, o modelo poderia dar mais flexibilidade às empresas e ampliar possibilidades de contratação.
Por outro lado, a proposta também gera críticas. Entidades ligadas aos trabalhadores avaliam que a contratação por hora pode fragilizar direitos e tornar a renda dos funcionários mais instável.
O debate ainda deve passar por novas etapas antes de qualquer mudança concreta.
Enquanto isso, o fim da escala 6×1 segue como um dos temas mais discutidos na área trabalhista.
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