O perigo de esquentar café no micro-ondas: especialistas explicam por que o hábito altera o sabor e prejudica a saúde
Prática comum na rotina de milhares de pessoas voltou a gerar alerta entre especialistas por causa dos impactos no sabor e na composição da bebida

O café faz parte da rotina de milhões de brasileiros e costuma acompanhar diferentes momentos do dia, desde o café da manhã até as pausas no trabalho.
No entanto, em meio à correria diária, muita gente acaba deixando a bebida esfriar e recorrendo ao micro-ondas para aquecê-la novamente poucos minutos depois.
Apesar de parecer uma solução prática e inofensiva, especialistas começaram a chamar atenção para os efeitos desse hábito tanto no sabor quanto na composição química do café.
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Além da perda de aroma e frescor, o reaquecimento em altas temperaturas passou a levantar discussões sobre possíveis impactos à saúde.
O que acontece quando o café é requentado
Segundo especialistas em alimentação, o café já passa naturalmente por alterações após algum tempo pronto.
O contato com o ar provoca oxidação, mudando gradualmente o sabor, o aroma e a qualidade da bebida.
Entretanto, o problema pode se intensificar quando o café vai ao micro-ondas.
Isso porque o reaquecimento em altas temperaturas favorece alterações químicas que afetam ainda mais as propriedades originais da bebida.
Além disso, nutricionistas alertam para a presença da acrilamida, uma substância formada durante a torra dos grãos.
Embora ela já exista em pequenas quantidades no café tradicional, o aquecimento excessivo pode elevar ainda mais sua concentração.
Por que especialistas fazem o alerta
A acrilamida é classificada como uma substância potencialmente carcinogênica para humanos.
Por isso, especialistas recomendam evitar exposições frequentes e desnecessárias ao composto, principalmente em alimentos submetidos a temperaturas muito elevadas.
Enquanto isso, o sabor também sofre mudanças perceptíveis. O café requentado perde frescor, ganha gosto mais amargo e pode apresentar aroma queimado após o micro-ondas.
Como resultado, a bebida fica distante das características originais do café recém -passado.
Como reduzir os impactos no consumo
Especialistas recomendam preparar apenas a quantidade que será consumida no momento. Dessa forma, o café mantém aroma, sabor e temperatura ideais sem necessidade de reaquecimento.
Além disso, a escolha dos grãos também faz diferença. Cafés da variedade arábica costumam apresentar níveis menores de acrilamida devido aos processos de torra utilizados.
Outra orientação importante é evitar o uso do micro-ondas para aquecer a bebida já fria.
Quando possível, o ideal é preparar um novo café em vez de reaproveitar o que ficou parado por muito tempo na garrafa ou na xícara.
Assim, embora o hábito continue comum em muitas casas, especialistas reforçam que pequenas mudanças na rotina podem preservar melhor tanto o sabor quanto a qualidade da bebida consumida diariamente.
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