Adeus, casas de tijolo: nova tecnologia com painéis chega ao Brasil prometendo obras mais rápidas, silenciosas e mais baratas

Sistema usado nos EUA e Canadá começa a ganhar espaço no Brasil com promessa de obras mais rápidas e silenciosas

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Adeus, casas de tijolo: nova tecnologia com painéis chega ao Brasil prometendo obras mais rápidas, silenciosas e mais baratas
(Imagem: Captura de tela/YouTube/ Premier SIPs UK)

Uma tecnologia de construção amplamente utilizado em países como Estados Unidos e Canadá começou a ganhar espaço no Brasil e promete transformar o setor imobiliário nos próximos anos.

Conhecidos como painéis SIPs (Structural Insulated Panels), os sistemas pré-fabricados recheados com espuma rígida de poliuretano ou poliestireno têm chamado a atenção pela velocidade de montagem, isolamento térmico e eficiência acústica.

A tecnologia já é considerada uma alternativa à alvenaria tradicional em projetos residenciais de alto padrão e, aos poucos, avança também no mercado brasileiro.

O sistema funciona como uma espécie de “sanduíche estrutural”, formado por placas de OSB — madeira prensada de alta resistência — envolvendo um núcleo isolante.

Diferentemente das construções convencionais, os painéis chegam prontos ao canteiro de obras, dispensando diversas etapas tradicionais, como levantamento de paredes, chapisco e reboco.

A principal vantagem está no tempo de execução. Como as peças são produzidas sob medida e numeradas em fábrica, a montagem da estrutura acontece de forma rápida e precisa, permitindo que uma residência fique pronta em poucas semanas.

Além da agilidade, os SIPs também oferecem melhor desempenho térmico. O núcleo isolante reduz a troca de calor com o ambiente externo, mantendo a temperatura interna mais estável e diminuindo a necessidade de climatização artificial.

Outro destaque é o isolamento acústico. A espuma de alta densidade presente no interior dos painéis ajuda a bloquear ruídos externos, proporcionando mais conforto em áreas urbanas e regiões com grande movimentação.

O modelo também reduz desperdícios no canteiro de obras, já que as peças chegam cortadas conforme o projeto arquitetônico. Isso diminui a produção de entulho, reduz custos operacionais e torna o processo mais sustentável.

No Brasil, empresas já começaram a fabricar os painéis seguindo padrões internacionais. A expectativa do setor é que a tecnologia ganhe espaço, principalmente em projetos sustentáveis e programas habitacionais, diante da possibilidade de acelerar construções sem comprometer a qualidade estrutural.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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