Não é patinho, nem acém: a carne pouco consumida que é barata e serve para bife, carne de panela e até para grelha, segundo açougueiros
Escolha discreta no balcão reúne versatilidade, bom sabor e preço acessível para transformar diferentes receitas do dia a dia

Alguns cortes parecem ocupar um lugar garantido na lista de compras. Patinho, acém e coxão mole, por exemplo, aparecem com frequência tanto nas receitas caseiras quanto nas vitrines dos açougues.
Enquanto isso, outras peças passam quase despercebidas, mesmo oferecendo vantagens semelhantes por um preço mais acessível.
Essa preferência nem sempre está relacionada à qualidade. Muitas vezes, o consumidor simplesmente desconhece o nome do corte ou não sabe qual preparo combina melhor com ele.
Assim, carnes versáteis e saborosas acabam perdendo espaço para opções mais famosas.
Entre as indicações de açougueiros para quem deseja economizar sem limitar o cardápio está o peixinho.
Retirado da região dianteira do boi, o corte apresenta formato alongado, pouca gordura e fibras bem definidas.
Quando limpo e fatiado corretamente, pode render bifes, carnes de panela e até preparações na grelha.
Por que o peixinho merece atenção
O peixinho costuma ser classificado popularmente entre as carnes de segunda, mas isso não significa que tenha qualidade inferior.
A expressão está mais relacionada à região do animal da qual a peça é retirada do que ao sabor ou ao potencial culinário.
Como vem da parte dianteira, o corte pode apresentar fibras mais firmes.
Entretanto, o preparo correto transforma sua textura. Além disso, o sabor bovino marcante permite usar temperos simples, como sal, alho, pimenta-do-reino e ervas frescas.
Outro atrativo está no aproveitamento. Uma peça pode ser dividida em bifes, cubos e porções maiores para cozinhar.
Dessa forma, o consumidor consegue preparar receitas diferentes sem comprar vários tipos de carne.
Como usar o corte em diferentes receitas
Para fazer bifes, o ideal é retirar as membranas externas e cortar a peça no sentido contrário ao das fibras.
A frigideira deve estar bem quente, e a carne precisa permanecer pouco tempo de cada lado. Caso passe demais do ponto, pode perder umidade e ficar firme.
Na carne de panela, o peixinho pode ser preparado inteiro ou em cubos. Caldo, molho de tomate, cebola e legumes ajudam a manter a umidade durante o cozimento.
A panela de pressão também reduz o tempo necessário para amaciar as fibras.
Já na grelha, a recomendação é usar bifes mais grossos ou medalhões.
Um pouco de gordura ou azeite na superfície ajuda a evitar o ressecamento, pois o corte é naturalmente magro.
Depois de pronto, vale deixá-lo descansar por alguns minutos antes de fatiar.
O peixinho ainda pode aparecer em picadinhos, estrogonofes, espetinhos e assados recheados.
Portanto, funciona como uma alternativa para quem busca praticidade durante a semana e também para refeições mais elaboradas.
Na hora da compra, vale pedir ao açougueiro que retire os excessos de tecido externo e prepare a peça conforme a receita escolhida.
Também é importante observar a coloração, o cheiro e as condições de armazenamento.
Com preço geralmente mais amigável e diversas possibilidades de preparo, o peixinho mostra que nem sempre os cortes mais conhecidos são as únicas escolhas para uma boa refeição.
Com técnica simples, a carne pode render pratos econômicos, macios e cheios de sabor.
Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6, é curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.
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