Varejista demite em seis estados do Brasil e reduz em 14% o número de funcionários
Movimento recente acendeu alerta no setor varejista e expôs uma tentativa de equilibrar custos, operação e margem de lucro

A decisão ocorre em meio a uma tentativa de reorganizar a operação, controlar despesas e ajustar a estrutura da companhia a um cenário mais competitivo no varejo brasileiro.
O setor, que já vinha enfrentando pressão de custos, juros elevados e mudanças no comportamento do consumidor, tem levado grandes empresas a revisar lojas, equipes e estratégias de expansão.
A empresa em questão é o Grupo Mateus, apontado como a terceira maior rede varejista do Brasil.
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Segundo informações divulgadas pelo Correio 24 Horas, com base em dados do Valor Econômico, a companhia reduziu em 13,9% o número de funcionários entre o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025.
Na prática, o quadro passou de 47,9 mil para 41,2 mil empregados.
A redução atingiu operações em seis estados do Norte e Nordeste: Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Ceará e Sergipe.
Em relação a setembro de 2025, a queda foi de 11,5%. O corte faz parte de uma revisão de custos operacionais e busca por maior equilíbrio entre despesas e margem de lucro.
Durante teleconferência com analistas, o presidente do conselho de administração do Grupo Mateus, Ilson Mateus Rodrigues, afirmou que a companhia tenta encontrar um “ponto ótimo” na estrutura de custos.
Apesar dos cortes, a rede registrou faturamento de R$ 43,5 bilhões em 2025.
Já as despesas operacionais somaram R$ 1,6 bilhão entre janeiro e março, alta de 29,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A reestruturação também ocorre em meio ao fechamento de operações consideradas menos rentáveis.
Ainda assim, o Grupo Mateus segue com forte presença no Norte e Nordeste, mantendo centenas de unidades em funcionamento e centros de distribuição.
O impacto social das demissões, no entanto, pode ser sentido principalmente em cidades da Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Ceará e Sergipe, onde a rede figura entre os principais empregadores privados.
Além da perda direta de postos de trabalho, cortes desse porte podem afetar renda, consumo local e a dinâmica econômica de municípios menores.
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