BYD assume linha de trem que estava inacabada e agora realiza o transporte de 100 mil passageiros por dia
Sistema elevado com tecnologia chinesa promete ampliar conexões na zona sul de São Paulo e desafogar deslocamentos

Uma antiga promessa de mobilidade urbana ganhou novo capítulo com a entrada da BYD em um projeto de transporte sobre trilhos no Brasil.
A empresa chinesa passou a atuar no sistema SkyRail da Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo, que deve ligar o Aeroporto de Congonhas a importantes conexões da rede metroferroviária.
O trecho tem 6,7 km de extensão e contará com oito estações. A linha terá integração com a Linha 5-Lilás, na estação Campo Belo, e com a Linha 9-Esmeralda, na estação Morumbi, ampliando as opções de deslocamento na zona sul da capital paulista.
Quando estiver em plena operação, a previsão é que o sistema transporte cerca de 100 mil passageiros por dia. Inicialmente, a operação deve ocorrer em horário reduzido, das 10h às 15h, até a ampliação gradual do funcionamento.
A tecnologia utilizada é o SkyRail, sistema de monotrilho desenvolvido pela BYD. A Linha 17-Ouro marca a estreia da solução da companhia no setor ferroviário brasileiro e também representa o primeiro projeto do tipo da fabricante fora da China.
As composições são automatizadas e fazem parte de uma frota de 14 trens destinados ao projeto. Cada trem foi desenvolvido para operar em uma estrutura elevada, com foco em eletrificação, eficiência energética e integração ao transporte público já existente.
O projeto é considerado estratégico por conectar uma região de grande circulação, incluindo o entorno do Aeroporto de Congonhas.
A proposta é reduzir gargalos de deslocamento e facilitar a ligação entre o aeroporto, bairros da zona sul e linhas já consolidadas do sistema metropolitano.
A Linha 17-Ouro também carrega um histórico de atrasos e mudanças ao longo dos anos. A entrada da BYD no fornecimento dos trens e sistemas tecnológicos passou a ser vista como uma etapa importante para destravar a implantação do monotrilho.
Com a operação, São Paulo passa a contar com um sistema de transporte elevado movido por tecnologia elétrica, em um modelo que aposta em automação e menor emissão de poluentes.
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