O que vai acontecer com o petróleo achado em sítio do Ceará

Achado ocorreu por acaso durante perfuração em busca de água e agora será analisado pela ANP para avaliar viabilidade

Gabriel Dias Gabriel Dias -
O que vai acontecer com o petróleo achado em sítio do Ceará
(Foto: Marcelo Andrade/IFCE)

O que começou como uma tentativa de encontrar água em uma propriedade rural no interior do Ceará acabou se transformando em um caso raro e curioso.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou que o líquido escuro encontrado em um sítio de Tabuleiro do Norte é petróleo cru.

A substância foi descoberta pelo agricultor Sidrônio Moreira enquanto ele perfurava o solo da propriedade em busca de água para abastecer a família.

No lugar do recurso esperado, um líquido preto, denso, viscoso e com cheiro semelhante ao de combustível começou a sair do poço.

A família comunicou o caso à ANP em julho de 2025. Depois da repercussão, técnicos da agência estiveram no local em março de 2026 e deram início à análise do material.

O resultado dos testes físico-químicos confirmou que a substância encontrada é, de fato, petróleo cru.

A confirmação foi encaminhada ao proprietário do terreno e também à Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Estado do Ceará (SEMACE), que poderá orientar sobre eventuais medidas ambientais.

A ANP também recomendou que a área permaneça isolada e que os moradores evitem contato com o material.

O caso chamou a atenção dos técnicos porque o líquido apareceu em uma profundidade considerada rasa, de cerca de 40 metros. Agora, a agência abriu um processo administrativo para avaliar a área e o contexto geológico da região.

A análise deve indicar se há reserva significativa no local e se uma possível exploração comercial seria viável. No entanto, a própria ANP destacou que não há prazo para concluir a avaliação e que a confirmação do petróleo não garante exploração futura.

Mesmo que o material esteja dentro da propriedade, o agricultor não se torna dono do petróleo, já que o subsolo pertence à União.

Ainda assim, caso a área venha a ser explorada comercialmente no futuro, Sidrônio poderá ter direito a um percentual financeiro previsto em lei.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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