O valor da indenização que mulher vai receber após colegas criarem figurinha de WhatsApp com foto dela

Caso envolvendo mensagens compartilhadas no ambiente de trabalho terminou com decisão favorável à servidora pública

Layne Brito -
Segundo a psicologia, quem cresceu antes do smartphone desenvolveu uma habilidade que desapareceu nas novas gerações
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

O uso de figurinhas em aplicativos de mensagens se tornou algo comum na rotina de milhões de brasileiros. Entre brincadeiras, memes e imagens compartilhadas diariamente, muitos conteúdos acabam circulando sem qualquer preocupação com os impactos causados às pessoas envolvidas.

No entanto, uma situação registrada dentro da Guarda Municipal de Cascavel, no Paraná, ultrapassou os limites da descontração e acabou chegando à Justiça.

Isso porque uma servidora descobriu que colegas de trabalho estavam utilizando sua imagem em figurinhas digitais consideradas ofensivas e ridicularizantes.

As imagens eram compartilhadas em aplicativos de mensagens usados pelos próprios servidores e, segundo as investigações, circulavam dentro do ambiente profissional.

A vítima decidiu denunciar o caso às instâncias superiores após tomar conhecimento da situação.

Durante a apuração, foi constatado que os arquivos estavam armazenados em equipamentos pertencentes à Prefeitura de Cascavel. As figurinhas apareciam frequentemente em abas de itens recentes e também entre os conteúdos favoritos dos dispositivos utilizados pelos funcionários.

Diante dos fatos, a Justiça entendeu que houve exposição indevida da imagem da servidora e determinou o pagamento de indenização por danos morais.

A Prefeitura de Cascavel foi condenada a pagar R$ 5 mil à vítima em decorrência da disseminação das figurinhas feitas com a foto dela.

O caso chamou atenção nas redes sociais e reacendeu discussões sobre os limites do uso de imagens pessoais em aplicativos de mensagens, especialmente em ambientes de trabalho.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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