Adeus, multitarefa: a técnica de foco em bloco que a psicologia aponta como a mais eficaz para render mais em 2026

Método ajuda a reduzir distrações, evitar trocas constantes de tarefas e usar melhor os períodos de maior concentração

Gabriel Dias Gabriel Dias -
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(Foto: Reprodução)

Responder mensagens, abrir abas, conferir notificações e tentar finalizar uma tarefa ao mesmo tempo virou parte da rotina de muita gente. Apesar da sensação de produtividade, a multitarefa pode ter o efeito contrário.

Segundo a American Psychological Association, alternar rapidamente entre atividades gera um “custo de troca” para o cérebro. Isso significa que a mente perde tempo e energia sempre que precisa sair de uma tarefa e entrar em outra.

É nesse cenário que ganha força a técnica do foco em bloco, também conhecida como time blocking. A ideia é simples: separar períodos específicos do dia para uma única atividade, sem dividir a atenção com outras demandas.

Como funciona o foco em bloco

Na prática, a pessoa escolhe uma tarefa principal e reserva um bloco de tempo para ela. Pode ser 25, 45, 60 ou 90 minutos, dependendo da complexidade da atividade e da capacidade de concentração.

Durante esse período, o objetivo é evitar interrupções. Mensagens, e-mails e redes sociais ficam para outro bloco da agenda. Assim, o cérebro não precisa reiniciar o raciocínio várias vezes.

Estudos sobre multitarefa mostram que o cérebro, na maioria das vezes, não executa duas tarefas complexas ao mesmo tempo. Ele alterna entre elas, o que pode reduzir eficiência e aumentar erros, especialmente em atividades que exigem atenção.

Por que rende mais

A vantagem do foco em bloco está na previsibilidade. Quando a agenda já define o que será feito em cada período, a pessoa reduz a necessidade de decidir o próximo passo o tempo todo.

Isso diminui a sobrecarga mental e ajuda a transformar tarefas grandes em etapas mais administráveis. Também reduz a procrastinação, porque o compromisso passa a ser com um intervalo de foco, e não com a obrigação de resolver tudo de uma vez.

Pesquisas de Stanford também apontam que pessoas expostas a múltiplos fluxos de informação tendem a apresentar pior desempenho em atenção, memória e troca de tarefas.

Como aplicar em 2026

Para começar, basta listar as tarefas do dia e separar os blocos por prioridade. O ideal é deixar os trabalhos mais difíceis para horários de maior energia e reservar momentos específicos para mensagens e pendências rápidas.

A técnica não exige rigidez absoluta. Pausas e imprevistos continuam fazendo parte da rotina. A diferença é que o foco em bloco cria uma proteção contra a dispersão constante.

No fim, render mais em 2026 pode depender menos de fazer várias coisas ao mesmo tempo e mais de fazer uma coisa importante por vez, com atenção real.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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