Advogado goiano com nanismo é reprovado mais uma vez em concurso para delegado
Matheus Matos foi considerado "inapto" nos exames, mas recorreu da decisão e aguarda resultado

O goiano Matheus Menezes Matos, advogado com nanismo que conquistou uma segunda chance no Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), foi reprovado mais uma vez.
A nova tentativa aconteceu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o pedido de adaptação no TAF fosse reavaliado.
Apesar disso, Matheus foi considerado “inapto” nos exames biofísicos e biomédicos da nova tentativa, segundo informações do Metrópoles divulgadas neste domingo (24).
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Ainda assim, ele recorreu do resultado e continua participando do processo seletivo por decisão judicial provisória.
O resultado preliminar foi divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que organiza o certame, em 15 de maio, semanas após a realização dos exames, em 26 de abril.
Como o período para interposição de recurso se encerrou na última quarta-feira (20), o resultado definitivo ainda não foi divulgado.
Relembre
O caso de Matheus Matos ganhou notoriedade no início de março, quando o goiano de 25 anos denunciou ter sido vítima de discriminação durante o concurso para delegado da PCMG.
À época, ele contou pelas redes sociais que tinha sido aprovado em todas as etapas teóricas do certame, incluindo prova objetiva, discursiva e oral. Contudo, encontrou um problema na fase do TAF.
O advogado afirma que solicitou administrativamente a adaptação dos testes físicos por ser uma pessoa com deficiência (PCD), mas diz que o pedido não foi atendido.
Assim, realizou o teste nos mesmos critérios que os demais candidatos, com salto mínimo de 1,65 metro na prova de impulsão horizontal, o que não poderia ser alcançado pelas condições físicas dele.
Uma segunda chance foi possibilitada por um entendimento já consolidado pelo STF, que prevê a obrigatoriedade de adaptações razoáveis para PCDs em concursos públicos.
Na análise, o ministro Alexandre de Moraes destacou que nem todas as exigências físicas podem ser consideradas essenciais para o exercício do cargo, e que há funções dentro da Polícia Civil em que testes como barra fixa ou abdominais não determinam o desempenho profissional.
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