Após demissão de 6 mil funcionários, o que acontece com rede de supermercados
Rede de supermercados reduz equipe, fecha unidades e tenta reorganizar a operação após queda no lucro e pressão nas vendas
Após um começo de ano pressionado economicamente, uma rede de supermercados demitiu milhares de funcionários e deu um passo para trás, visando à reorganização operacional.
O Grupo Mateus cortou cerca de 6,6 mil funcionários no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados junto ao balanço da companhia.
O quadro de empregados passou de 47,9 mil pessoas no fim de 2025 para 41,2 mil em março deste ano. A redução ocorreu em seis estados e representa uma queda superior a 13% no total de colaboradores.
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A movimentação acompanha um período difícil para a empresa. De acordo com o balanço divulgado, o lucro líquido ficou em aproximadamente R$ 213 milhões, queda de cerca de 22% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

(Imagem: Divulgação)
A receita líquida, por outro lado, avançou para R$ 9,4 bilhões. Ainda assim, o desempenho ficou abaixo do esperado por parte do mercado, em meio à deflação de alimentos, ao crédito mais restrito e ao maior endividamento das famílias.
Além dos cortes de funcionários, o grupo também fechou lojas consideradas menos eficientes e abriu novas unidades no período. Ao fim de março, a companhia informou ter 306 lojas em operação.
A rede tenta ajustar a estrutura a um cenário de crescimento mais fraco. Durante teleconferência com investidores, o presidente do conselho de administração, Ilson Mateus Rodrigues, afirmou que novas reduções de despesas estão previstas, mas não em funcionários.
Analistas de mercado avaliam que a empresa busca priorizar vendas mais rentáveis e melhorar a margem, inclusive com a redução de operações no canal de balcão. A estratégia, porém, ainda não foi suficiente para afastar a apreensão dos investidores.
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