Não é pelo Serasa: advogado explica consultar de graça as dívidas em seu nome
Ferramenta oficial do Banco Central ajuda brasileiros a entender contratos, dívidas e compromissos antes de fechar acordo

Aceitar uma renegociação bancária pode parecer a saída mais rápida para quem está endividado. No entanto, antes de fechar qualquer acordo, é importante entender exatamente quais contratos, empréstimos e financiamentos estão vinculados ao próprio CPF.
A orientação foi destacada em uma publicação no Instagram do advogado João Victor Marcussi (@joaomarcussi.adv), que alertou sobre os riscos de renegociar dívidas sem antes consultar todas as informações financeiras ligadas ao CPF.
Uma das formas de fazer essa conferência é por meio do Registrato, sistema oficial do Banco Central que permite consultar relatórios financeiros pessoais de forma gratuita e segura.
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Dentro da plataforma, o cidadão pode acessar o Relatório de Empréstimos e Financiamentos, conhecido como SCR. O documento reúne informações sobre operações de crédito, como empréstimos, financiamentos, limites utilizados, compromissos bancários e a situação das dívidas, estejam elas em dia ou em atraso.
A consulta pode ajudar quem pretende renegociar uma dívida, já que muitas pessoas aceitam propostas sem saber o tamanho real do problema financeiro.
Em alguns casos, o acordo pode aumentar o prazo, elevar o valor final pago e transformar a dívida em uma obrigação ainda mais difícil de quitar.
Para acessar o relatório, é necessário entrar no ambiente oficial do Banco Central, fazer login com conta gov.br e buscar pelos relatórios disponíveis no Registrato. O acesso exige conta de nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas ativada.
Depois disso, basta gerar o relatório de empréstimos e financiamentos e analisar as informações antes de assinar qualquer contrato com bancos ou financeiras.
Especialistas alertam que a pressa é uma das maiores inimigas de quem está endividado. Por isso, antes de aceitar uma proposta, vale conferir os contratos existentes, comparar valores, analisar taxas e, se necessário, buscar orientação especializada.
A consulta não resolve a dívida sozinha, mas pode evitar decisões tomadas no desespero.
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