Conheça as atletas que saíram de Goiás e hoje acumulam medalhas em competições internacionais de wrestling

Laís Nunes e Kamila Barbosa começaram no Vale do São Patrício, mas agora dividem a equipe que foi destaque nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé

Natália Sezil Natália Sezil -
Laís Nunes e Kamila Barbosa, atletas goianas que conquistaram medalhas nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026.
Laís Nunes e Kamila Barbosa, atletas goianas que conquistaram medalhas nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Do futebol ao ciclismo, é fácil encontrar atletas de destaque que tenham começado a vida em Goiás, e no Wrestling não é diferente. Com nome incomum, o esporte de combate foi o responsável por levar duas goianas ao pódio nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé.

A competição aconteceu em setembro, na Argentina, e rendeu ao Brasil a posição de campeão absoluto, com 312 medalhas totais. Entre os nomes que foram decisivos para isso, estavam o de Laís Nunes e Kamila Barbosa.

Expoentes em uma modalidade que tem como objetivo dominar o adversário por meio de técnicas de agarramento, quedas e controle no solo, elas tiveram trajetórias diferentes, histórias semelhantes e resultados compartilhados.

Ambas saíram de municipios com menos de 80 mil habitantes no Vale do São Patrício, no Norte goiano. Um deles, inclusive, não passa de 12 mil.

Laís cresceu em Barro Alto e, aos 33 anos, consagrou a quinta participação na competição com prata. Kamila nasceu em Goianésia, estreiou nos Sul-Americanos aos 38 anos e já começou com bronze.

Laís competiu no estilo livre feminino até 62kg e celebrou o retorno recente aos tatames. A razão do afastamento é também uma das atuais motivações: a filha, que tem pouco mais de um ano.

A goiana conta que se apaixonou pela modalidade ainda em Barro Alto, sem saber muito sobre o esporte. Logo se destacou. Foi convidada a participar de um projeto de Alto Rendimento em Brasília e depois foi contratada pelo Sesi Osasco.

Vale dizer que Laís já fez história no Wrestling muito antes dos Jogos de Santa Fé. Ela é a primeira atleta brasileira a conquistar medalha de ouro pan-americana nas três categorias etárias internacionais: Cadete (até 17 anos), Júnior (até 20) e Sênior (acima de 20).

Também foi a mais jovem atleta a defender o país na Luta Olímpica em uma edição de Jogos Olímpicos, com apenas 23 anos no Rio 2016.

Kamila também construiu uma trajetória de sucesso. Já tinha competido nos Pan-Americanos ainda em 2015 e acumula formações: é graduada em enfermagem e 3º Sargento da Marinha do Brasil. Compete no estilo livre feminino até 50kg.

Assim como a colega, Kamila começou a carreira na cidade natal, ainda criança, enquanto observava os irmãos se envolverem com a prática esportiva.

Ela contou à Rádio RVC FM que sempre levou muito a sério o esporte: “enquanto outras pessoas da minha idade tinham uma rotina diferente, eu já pensava na disciplina, na alimentação e nos treinos”.

Descreve que foram anos de muito esforço, com treinos intensos e momentos difíceis, mas que tinha o sonho de ser campeã.

Com o tempo, vieram as conquistas: se graduou em enfermagem com uma bolsa de estudos pelo esporte, conheceu mais de 50 países competindo e viveu oportunidades que não imaginava.

A goiana define que “o esporte é uma ferramenta de educação e transformação social” e, por isso, compartilha que quer criar um projeto para dar oportunidades a outras crianças.

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Natália Sezil

Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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