Amanda Partata é condenada a mais de 6 anos de prisão por perseguir e extorquir ex-namorado
Advogada também foi condenada por falsidade ideológica e deverá indenizar a vítima em R$ 25 mil; ela segue presa à espera de julgamento pelos casos de envenenamento em Goiânia
Acusada de matar o sogro e a mãe dele envenenados, a advogada Amanda Partata Mortoza foi condenada pela Justiça de Goiás a 6 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de perseguição, extorsão e falsidade ideológica praticados contra um ex-namorado. A decisão foi proferida pelo juiz Luciano Borges da Silva.
Além da pena, Amanda também foi condenada a pagar R$ 25 mil por danos morais à vítima.
Segundo a sentença, ela passou a perseguir o ex-companheiro após o término do relacionamento, realizando ligações, enviando mensagens anônimas e promovendo ameaças direcionadas a ele e familiares.
A investigação apontou ainda que a advogada tentou obter dinheiro da vítima por meio de acusações falsas e ameaças de exposição pública. Mesmo sem o pagamento dos valores exigidos, a Justiça entendeu que o crime de extorsão foi consumado.
Na decisão, o magistrado destacou que os atos teriam sido motivados pela inconformidade com o fim do relacionamento, classificando a conduta como resultado de sentimentos de abandono, frustração e vingança.
As penas por cada um dos três crimes, estabelecidas pelo juiz, foram de 5 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão, além de 61 dias-multa por extorsão; 7 meses de reclusão e 11 dias-multa por perseguição; e 3 meses e 15 dias de detenção por falsidade ideológica.
O advogado de Amanda, Rodrigo Faucz, afirmou em nota enviada ao G1 que a decisão não condiz com as provas apresentadas ao longo do processo e informou que irá recorrer ao Tribunal de Justiça de Goiás em busca da absolvição da cliente.
“A sentença não reflete o conjunto probatório, especialmente o que ocorreu na audiência. As provas válidas do processo apontam para a inexistência dos crimes imputados à Amanda e, portanto, a defesa buscará a reforma da sentença perante o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, requerendo a absolvição. Continuamos confiando no Poder Judiciário para que o processo da Amanda seja julgado de forma justa e imparcial ”, declarou.
Durante uma audiência realizada em fevereiro deste ano, o advogado também sustentou que a cliente enfrenta problemas relacionados à saúde mental.
Histórico revelado pela investigação
Segundo os investigadores, ao menos cinco homens relataram ter sido enganados por falsas alegações de gravidez, utilizadas para tentar reatar relacionamentos e solicitar ajuda financeira.
Os relatos surgiram durante a investigação de outro caso envolvendo a advogada, que ganhou repercussão nacional.
Acusação de envenenamento
De acordo com o Ministério Público, as vítimas passaram mal após consumirem bolos de pote levados pela advogada. Laudos periciais identificaram a presença de substância tóxica nos alimentos.

Amanda Partata aguarda julgamento pela morte de Leonardo Pereira Alves e da mãe dele, Luzia Tereza Alves. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
A denúncia atribui a Amanda os crimes de duplo homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio contra outros familiares que também teriam recebido os doces.
A Polícia Civil sustenta que o crime teria sido motivado pela insatisfação da advogada com o término do relacionamento com o filho de Leonardo.
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