Professor Marcos aciona Conselho de Ética após ser chamado de ‘defensor do PCC’ por Policial Suender
Vereador pede retratação pública pelo que considerou ataques à honra e à dignidade

Após ser chamado de ‘defensor do PCC e do Comando Vermelho’, o vereador Professor Marcos (PT) encaminhou à Presidência da Câmara Municipal de Anápolis uma representação contra o Policial Federal Suender (PL) por quebra de decoro parlamentar.
No documento, o vereador pede que a Corregedoria e o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do órgão analisem e julguem a conduta de Suender, a qual classificou como “gravíssima”.
Durante a sessão de 01º de junho, quando os parlamentares abordavam temas relacionados à segurança pública nacional e ao Governo Federal, o Policial Suender acusou Professor Marcos de defender as facções criminosas.
“Agora eu fico assim… triste com esse vereador, que não falou contra as facções. E o que dá para perceber é que ele defende também o PCC e as facções. Isso é bem claro, que o vereador Marcos defende o PCC e as facções”, disse Suender na ocasião.
Na representação, a qual o Portal 6 teve acesso, Professor Marcos alega que as falas do colega extrapolam o exercício da crítica política ou divergência ideológica. Ele sustenta que houve uma imputação pública de alinhamento com organizações criminosas.
O vereador petista ainda ressalta que a imunidade parlamentar, prevista na Constituição Federal, não é absoluta.
“Em ambiente democrático, acusar um parlamentar de defender facções criminosas significa atingir o núcleo mais sensível de sua credibilidade pública, sua honra objetiva, sua reputação política e sua dignidade institucional”, diz no documento.
Sobre as facções, Marcos faz crítica enfática ao chamá-las “organizações criminosas responsáveis por homicídios, tráfico internacional de drogas, lavagem de capitais, corrupção, extorsões, ataques a agentes públicos e afronta permanente ao Estado Democrático de Direito”.
Ao final, o parlamentar pede a instauração de apuração contra Suender e a aplicação de sanção disciplinar, além de retratação pública pelos mesmos canais nos quais as acusações foram publicadas.
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