Advogado explica: 6 coisas que uma pessoa que está com nome sujo e precisa de crédito deve fazer

Especialista orienta como organizar relacionamento bancário, consultar cobranças e negociar dívidas antes de buscar crédito

Gustavo de Souza -
Advogado explica: 6 coisas que uma pessoa com nome que precisa de crédito deve fazer
(Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

Conseguir crédito após enfrentar restrições financeiras exige mais do que acompanhar a pontuação em birôs de crédito.

Para bancos e financeiras, o histórico de relacionamento, a renda, a movimentação da conta e o comportamento de pagamento também podem influenciar a análise.

Segundo o advogado João Victor Marcussi Barbosa, que compartilha no Instagram  algumas medidas ajudam o consumidor a se reorganizar e negociar com mais segurança antes de aceitar qualquer proposta.

Como organizar a vida bancária

1. Avaliar a instituição financeira usada

O primeiro passo é observar se a conta atual oferece bons canais de atendimento, negociação e acompanhamento. Para quem busca reconstruir crédito, pode ser útil manter relacionamento com uma instituição que permita diálogo mais amplo sobre propostas e pendências.

2. Abrir conta em um banco com suporte mais completo

A orientação é considerar bancos que ofereçam atendimento digital e, quando necessário, presencial. Isso não garante aprovação de crédito, mas pode facilitar o acompanhamento de solicitações, renegociações e análise do perfil financeiro.

3. Concentrar movimentações em uma única conta

Movimentar parte relevante da renda em um só banco ajuda a instituição a visualizar entradas, pagamentos recorrentes e organização financeira. Esse histórico pode ser considerado na avaliação interna de risco.

4. Fazer a portabilidade do salário

Receber o salário na conta usada para movimentações pode criar previsibilidade. A entrada mensal de renda fortalece o relacionamento com o banco escolhido, embora não represente garantia de crédito.

5. Não depender apenas do score

O score é importante, mas não é o único critério analisado. Instituições financeiras também utilizam políticas internas, histórico de pagamento, nível de endividamento e capacidade de renda.

6. Pedir documentos antes de renegociar

Antes de aceitar uma proposta, o consumidor deve solicitar um demonstrativo detalhado da dívida, com juros, encargos, tarifas, pagamentos feitos e saldo atualizado.

Com essas informações, pode avaliar cobranças, buscar orientação jurídica e registrar reclamação no Consumidor.gov.br ou no Banco Central, caso não receba resposta satisfatória.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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