Por que a maioria das farmácias está sendo montada nas esquinas, segundo proprietários
Disputa por pontos estratégicos mostra como hábitos urbanos, circulação de pessoas e lógica do varejo influenciam as farmácias

A cena se repete em avenidas movimentadas, bairros residenciais e regiões comerciais: basta olhar ao redor para encontrar uma farmácia ocupando uma esquina. A percepção é tão comum que virou quase uma leitura automática da paisagem urbana.
A preferências desse setor por pontos localizados em esquinas ajuda a explicar uma estratégia cada vez mais visível no varejo farmacêutico.
Esquinas viram vitrine do bairro
Segundo orientações técnicas do Sebrae para farmácias e drogarias, fatores como localização, acessibilidade, circulação de pessoas, perfil do público e visibilidade da fachada pesam diretamente no desempenho do negócio.
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Nesse contexto, a esquina costuma reunir vantagens difíceis de ignorar. Ela pode ampliar a exposição da loja, facilitar a identificação por motoristas e pedestres e tornar o acesso mais simples para quem circula por vias diferentes.
Para uma farmácia, esse detalhe é relevante. O consumidor nem sempre planeja a compra com antecedência; muitas vezes, busca praticidade para adquirir medicamentos, itens de higiene, produtos de cuidado pessoal ou serviços farmacêuticos.
Por isso, a loja precisa ser lembrada rapidamente. Estar em um ponto visível ajuda a transformar a fachada em referência cotidiana para quem passa pela região.
Setor forte aumenta a disputa
A escolha pelo ponto também acompanha o peso econômico das farmácias. Dados da CMED, vinculada à Anvisa, mostram que o mercado farmacêutico brasileiro movimentou cerca de R$ 160,7 bilhões em 2024, com 6,07 bilhões de embalagens comercializadas.
Com um mercado desse porte, a localização deixa de ser apenas detalhe imobiliário. Ela passa a fazer parte da disputa por conveniência, fluxo e presença na rotina do consumidor.
Mas nem toda esquina é um bom negócio. Aluguel alto, falta de estacionamento, concorrência próxima, segurança, sentido do trânsito e regras sanitárias precisam entrar na conta.
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