Supermercado: os produtos que compensam comprar no atacado e os que devem ficar no varejo

Em meio à alta dos alimentos, comparar validade, consumo e preço por medida ajuda a evitar compras grandes no supermercado que viram prejuízo

Gustavo de Souza -
Supermercado: os produtos que compensam comprar no atacado e os que devem ficar no varejo
(Foto: Reprodução)

Comprar em maior quantidade pode parecer uma saída simples para economizar no supermercado. Mas, antes de levar vários produtos repetidos, o consumidor precisa observar se aquele volume combina com a rotina de casa.

O cuidado ganhou força em um momento em que a alimentação segue pressionando o orçamento.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), alimentos e bebidas tiveram alta de 1,33% em maio de 2026 e responderam por metade do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês.

A conta começa na etiqueta

A primeira comparação deve ser feita pelo preço por quilo, litro, metro ou unidade. Essa informação mostra se a versão maior realmente custa menos ou apenas aumenta o gasto final.

Também é preciso conferir validade, ingredientes e orientações de conservação. A Anvisa aponta esses dados como obrigatórios nos rótulos.

No atacado, tendem a compensar os itens de alto consumo e maior durabilidade. Arroz, feijão, macarrão, farinha, açúcar, óleo, café, leite longa vida e enlatados podem ser vantajosos quando o preço por medida é menor.

Produtos de limpeza e higiene também costumam funcionar bem nesse modelo. Papel higiênico, sabão em pó, detergente, desinfetante, sabonete e creme dental tem uso frequente e menor risco de perda rápida.

Quando o varejo compensa

Frutas, verduras, legumes, pães, frios, iogurtes, queijos frescos e carnes resfriadas pedem mais cautela. Como têm validade curta ou exigem conservação específica, podem gerar desperdício em compras grandes.

Carnes congeladas entram como exceção, desde que haja freezer, separação em porções e consumo dentro do prazo do fabricante.

O Procon alerta que promoções próximas ao vencimento só fazem sentido quando o consumidor consegue usar tudo a tempo.

No fim, a melhor compra não é necessariamente a maior. É aquela que cabe no orçamento, no armário e no ritmo da família.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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