Vídeo criado com IA revela como era a vida em Pirenópolis no século XVIII
Registro rememora ciclo do ouro e construção da Igreja Matriz quando local ainda era chamado de Arraial de Meia Ponte

Imagine poder voltar no tempo para assistir de perto a alguns dos fatos históricos mais importantes na história de uma cidade. Foi isso o que fez o internauta Lander Catrinck (@landerpelahistoria) ao “visitar” a Pirenópolis do século XVIII com uso de Inteligência Artificial (IA).
Ao ir para 1730, Lander se deparou com o Ciclo do Ouro, quando o local – ainda chamado de Arraial de Meia Ponte – se desenvolvia por meio da mineração. Ele descreve a época dizendo que, naquele tempo, “homens atravessavam o interior do Brasil atrás de uma coisa que mudaria tudo por aqui”.
Naquela década, o movimento se concentrava às margens dos rios. O internauta ilustra isso por meio da IA: aparece em frente ao curso d’água enquanto vários homens peneiram atrás, tentando achar pepitas. Mas explica que “essa riqueza teve um preço. Grande parte do trabalho pesado era feito por pessoas escravizadas, trazidas à força”.
Encontrar ouro intensificava o crescimento da vila, que ia erguendo casas de barro e pedra, atraindo comerciantes e tropeiros. Lander relembra, agora com uma visão em primeira pessoa: “por essas ruas passavam mineradores, viajantes, comerciantes e famílias que ajudaram a formar uma das vilas mais importantes de Goiás”.
Depois, o internauta mostra a Igreja Matriz, recém-construída. Aparece em uma praça cheia de pessoas, com um padre atrás andando rumo à estrutura. “Ela viu Meia Ponte crescer, mudar e atravessar gerações”.
Na sequência, vai para o alto da cidade, de onde é possível observar toda a antiga Pirenópolis. À distância, vários cavalos passam pelas tradicionais ruas de pedra, em frente às casas simples, com portas e janelas pintadas, que permanecem até hoje no Centro Histórico.
“Uma cidade que nasceu no ciclo do ouro, viveu tempos de riqueza, enfrentou o declínio da mineração e, séculos depois, se tornou Pirenópolis, uma das cidades históricas mais preservadas do Brasil”, finalizou Lander.
A publicação no Instagram alcançou 132 mil visualizações e reuniu comentários sobre o município, que seguidores descreveram como um lugar pacato. Também apontaram o alto valor dos comércios turísticos.
“Em Piri você chega querendo descansar e vai embora mais leve… não pela caminhada, mas porque a cidade arranca o ouro da gente em cada esquina!”, brincou um, no tema do vídeo.
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