Pirenópolis é cara? Especialista revela por que comparação com Balneário Camboriú é equivocada

Divulgador da cidade, Bruno Melf dá dicas de lugares com boa comida e preços acessíveis para além da Rua do Lazer

Ícaro Gonçalves -
Pirenópolis
Rua do Lazer é um dos principais destinos dos turistas que visitam Pirenópolis (Imagens: Captura de tela/Instagram)

A comparação entre os preços de Pirenópolis e Balneário Camboriú, que viralizou nas redes sociais no começo de abril, reacendeu o debate sobre os custos praticados no destino turístico goiano.

Como noticiado pelo Portal 6, um casal de turistas que buscava um lugar para jantar chegou a comparar Pirenópolis com a cidade catarinense, famosa pelo alto padrão e custo de vida.

Para o fotógrafo e divulgador cultural Bruno Melf, a análise feita pelos turistas desconsidera as diferenças históricas entre as duas cidades.

Segundo ele, enquanto Balneário é uma metrópole litorânea com fluxo constante, Pirenópolis ainda depende fortemente do turismo de fim de semana. “Apesar de já ter melhorado muito, até hoje o nosso turismo é de sexta, sábado e domingo”, afirma.

Essa concentração de visitantes em poucos dias da semana impacta diretamente os preços praticados no município. “Isso encarece o custo nesses dias, não somente para quem tem comércio na cidade, como também para quem trabalha na cidade, mas é bem diferente de segunda a quinta”, explica.

Segundo ele, a percepção de que ‘tudo é caro’ também está associada à Rua do Lazer, principal destino gastronômico da cidade. Para o especialista, generalizar os preços da cidade toda com base nesse ponto é um erro frequente entre visitantes.

“Não faz sentido falar que Pirenópolis é caro por conta da Rua do Lazer, nós temos muitas outras opções além de lá”, afirma. Ele destaca que há diversidade de preços e experiências, dependendo do perfil e da escolha do turista.

Opções para todos os bolsos

Entre os exemplos citados, estão cafés da manhã com buffet a partir de R$ 25 e almoços executivos que variam entre R$ 30 e R$ 40. Já no jantar, os valores podem oscilar bastante, indo de opções simples até restaurantes mais sofisticados.

“Tudo depende muito do que a pessoa busca”, resume Bruno, ao comentar a dificuldade de estabelecer uma média única de preços. Ele reforça que há alternativas acessíveis, inclusive fora dos roteiros mais conhecidos.

Uma das estratégias para economizar é seguir os hábitos dos moradores locais. Regiões próximas à Igreja do Senhor do Bonfim, por exemplo, concentram restaurantes com bom custo-benefício e menos visibilidade turística.

Na gastronomia, ele cita o contraste entre estabelecimentos voltados aos turistas e as opções frequentadas pelos moradores locais. “Você acha que o morador de Pirenópolis paga R$ 50 num hambúrguer no dia a dia? Nunca”, pontua.

Além da alimentação, o acesso a atrativos naturais também pode ser adaptado ao orçamento. É importante citar que nem todas as experiências exigem pagamento, como os banhos de rio disponíveis em diferentes pontos da cidade.

Dica de ouro: planejar antes de viajar

O especialista lembra que muitos turistas viajam para a cidade sem fazer uma pesquisa de preços antes, nem programar o roteiro de viagem. Logo, acabam frustrados com os preços encontrados.

“Para mim, caro é algo que eu sou surpreendido com o valor, mas quando eu me planejo é bem diferente”, afirma.

Ele recomenda que turistas consultem previamente cardápios, valores e opções disponíveis antes da viagem. Dessa forma, é possível alinhar expectativas e evitar a sensação de custo elevado.

Para Bruno Melf, mais do que preços absolutos, a experiência turística em Pirenópolis está diretamente ligada ao perfil e às escolhas de cada visitante.

Entre ruas históricas, gastronomia diversa e natureza abundante, a cidade oferece alternativas tanto para quem busca sofisticação quanto para quem prioriza economia.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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