Influenciadora de Goiânia relata prejuízo de quase R$ 6 mil após cair no golpe do aluguel
Família havia acabado de chegar à capital quando negociou um apartamento, fez um Pix e descobriu que o suposto corretor não existia

Uma influenciadora digital de Goiânia usou as redes sociais para relatar que ela e a família perderam R$ 5,8 mil após caírem no chamado golpe do aluguel, modalidade de estelionato que tem feito vítimas em diferentes regiões do país.
Segundo Vanessa Fonseca, o episódio aconteceu logo depois da mudança para a capital goiana. Ela contou que, acompanhada do marido e dos dois filhos, buscava um imóvel para recomeçar a vida quando encontrou um apartamento que parecia atender às necessidades da família.
De acordo com o relato, o imóvel foi apresentado por um homem que se dizia corretor.
A família chegou a visitar o prédio e o apartamento, que teria sido mostrado por uma vizinha da unidade, circunstância que aumentou a confiança na negociação.
Após a visita, Van afirma que recebeu um contrato e realizou um Pix de R$ 5,8 mil.
Nos dias seguintes, porém, o suposto corretor passou a alegar pendências relacionadas ao seguro do imóvel e a trâmites junto à administração do condomínio, adiando a entrega das chaves.
A situação mudou quando a família decidiu procurar diretamente a administração do prédio.
Foi então que descobriu que o homem não era corretor e que a responsável pela locação era outra profissional.
“Naquele momento nem foi o dinheiro que doeu. Foi aquele sentimento de impotência, de insegurança, de pensar: e agora, com filhos, longe de tudo?”, desabafou a influenciadora.
Ela explicou que decidiu compartilhar a história para alertar outras pessoas sobre o golpe. “Sempre confirme tudo e desconfie. Se isso evitar que outra família passe pelo que a gente passou, já valeu a pena”, afirmou.
Como funciona o golpe
O golpe do aluguel normalmente começa com anúncios de imóveis reais, publicados por criminosos em redes sociais ou plataformas digitais.
Após despertar o interesse da vítima, o falso corretor ou suposto proprietário solicita pagamentos antecipados para reserva, caução ou outras taxas, antes da entrega das chaves.
Especialistas recomendam conferir o registro do corretor junto ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), desconfiar de cobranças antecipadas e confirmar as informações diretamente com imobiliárias, proprietários ou a administração do condomínio antes de realizar qualquer transferência.
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