Aos 17 anos, aluno brasileiro cria robô-formiga que entra no fogo antes dos bombeiros para encontrar vítimas
Projeto de estudante do Colégio Dante Alighieri usa inteligência artificial para localizar vítimas e mapear focos de incêndio

Em situações de incêndio, cada minuto pode fazer diferença para salvar vidas. Antes mesmo da entrada das equipes em áreas de maior risco, informações sobre vítimas, rotas e focos de calor podem ajudar a tornar o resgate mais rápido e seguro.
Foi pensando nesse desafio que Heitor Santos Garcia, de 17 anos, aluno do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, desenvolveu um robô de seis patas com inteligência artificial para auxiliar bombeiros em incêndios urbanos.
Segundo a Exame, o projeto foi criado para entrar em prédios em chamas, localizar vítimas e mapear focos de incêndio antes da chegada dos profissionais às áreas mais perigosas.
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Robô foi inspirado em uma formiga
Para desenvolver a estrutura, Heitor estudou características de animais como cobra e formiga. A inspiração final veio da formiga, por ser pequena, leve, estável em terrenos irregulares e capaz de continuar operando mesmo com danos em parte da estrutura.
O protótipo tem uma caixa de fibra de carbono resistente, revestida com lã de rocha e fita especial. Sensores de temperatura monitoram o calor em tempo real e ajudam a indicar por quanto tempo o equipamento pode funcionar sem superaquecer.
Inteligência artificial ajuda a identificar vítimas
Além da resistência ao calor, o robô deverá contar com câmeras térmicas e IA para reconhecer silhuetas humanas, identificar pontos de interesse e enviar imagens em tempo real aos bombeiros.
A proposta é que o equipamento atue nos primeiros 45 minutos de um incêndio, considerados uma fase crítica para localização de vítimas e orientação das equipes de resgate.
Atualmente, o projeto está cerca de 75% concluído. A próxima etapa será integrar isolamento, refrigeração, locomoção e visão computacional em um protótipo funcional.
Custo pode ser mais acessível
Segundo a reportagem, o custo estimado do robô fica entre R$ 1,2 mil e R$ 1,6 mil. A ideia é oferecer uma solução de menor custo em comparação a equipamentos já usados em operações de emergência.
Antes de testes reais, a equipe pretende apresentar o robô em simulações do Corpo de Bombeiros.
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