Agora todos os celulares do Brasil podem ter Starlink sem precisar comprar antena, mostra especialista
A promessa é de reduzir áreas sem sinal e ampliar a conectividade com a Starlink, mas ainda depende de etapas técnicas antes de ser disponibilizada

A ideia de acessar a internet da Starlink pelo próprio celular, sem carregar uma antena externa, ganhou força no Brasil. O influenciador Thiago Augusto, do perfil Jornada Top, afirmou que a tecnologia poderá chegar aos aparelhos usados no país.
A declaração está ligada a um avanço regulatório da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Isso não significa que o recurso já esteja disponível para contratação ou que funcione, de imediato, em qualquer modelo.
O que mudou no Brasil
Em 2 de julho, o Conselho Diretor da Anatel aprovou a atualização do Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição de Faixas de Frequências. A medida abriu espaço para o Direct-to-Device (D2D), sistema que permite a comunicação direta entre celulares e satélites de baixa órbita.
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No caso da Starlink, os satélites equipados com o Direct to Cell funcionam de forma semelhante a torres de telefonia no espaço. Segundo a empresa, a tecnologia foi desenvolvida para aparelhos LTE existentes e dispensa antenas externas, alterações físicas e aplicativos especiais.
Isso não garante, porém, compatibilidade universal. O acesso dependerá das frequências suportadas pelo aparelho, das configurações da rede e das condições definidas pela operadora.
Serviço ainda depende das operadoras
No Brasil, a operação deverá ocorrer em parceria com a empresa de telefonia que detém o uso principal da faixa de frequência. Assim, a Starlink não poderá simplesmente ativar o serviço diretamente para todos os consumidores.
A conexão tende a complementar o 4G ou o 5G em locais sem cobertura terrestre. Áreas rurais, estradas e regiões remotas estão entre os ambientes que podem ser beneficiados, desde que o celular tenha visão adequada do céu.
Ainda não há data oficial, preço ou operadora anunciada para o lançamento comercial. O prazo de 90 dias citado nas redes refere-se à elaboração de requisitos técnicos pela área responsável da Anatel, e não ao início do serviço.
Confira na íntegra o vídeo de Thiago:
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